NOSSAS CARACTERÍSTICAS
EM CRISTO - Parte 2

Texto Básico: Marcos 16: 14-20

 

 

INTRODUÇÃO

O destaque da análise do texto, que nos ajuda demonstrar aquilo que cremos, nos propicia estabelecer princípios importantes. Antes de mais nada é importante observar que se o evangelho de Marcos terminasse no versículo 8, no capítulo 16, ficaria sem sentido. Entretanto, como é destacado nos versos 9 em diante e mui especialmente nos versos 14 adiante, percebe-se que são fatos que, de fato se cumpriram na igreja primitiva.

Pelo fato de sermos uma igreja apostólica procuramos seguir os princípios que foram vividos, portanto, na igreja de Jerusalém. Claro está que as coisas que cremos, não são apenas registros dessa primeira igreja. A igreja apostólica, que assim chamamos, se baseia nos elementos vividos pelas igrejas registradas em Atos dos Apóstolos, que daí saltam também para os textos paulinos. Entendido isto vejamos a seguir.

 

 

RELEMBRANDO A EXPLICAÇÃO DA PASSAGEM

Desde o versículo 9, esta passagem faz parte do que se chama variante textual. Em alguns manuscritos mais antigos, do evangelho de Marcos, ele não se encontra.

Lembremos fatos importantes desse estudo:

è Marcos 1º evangelho escrito do NT – 50/55 A.D.

A.D. – Anum Dominium – Ano do Senhor

A.C. – Antes de Cristo;  D.C. – Depois de Cristo

è Marcos coletou informações da: tradição oral e uma fonte Queler

Tradição Oral – relatos das pessoas que tiveram contato com Jesus

Queler – Material escrito à época que descrevia, entre muitas outras coisas, situações também vividas por Jesus.

è Copistas – Os que reescreviam os textos, pois não havia gráfica. Estes eram os que replicavam os textos. Tais textos eram, então, lidos por quem se interessasse.

Muita gente, na época da igreja primitiva, não tinha ainda ideia que estava escrevendo um texto sagrado, pois ainda não pensavam estar escrevendo pra toda a cristandade, senão para um grupo seleto. Grande parte da população era educada em casa e não era tão fácil ter material escrito a mão. Os textos, escritos em pergaminho e/ou papiros, não era de fácil edição.

Nesta passagem de Marcos, em algum tempo, alguém que copiava o texto de Marcos, agregou essas informações e relatos do que lemos desde o verso 9, do capítulo 16 de Marcos. O copista agregou palavras de Jesus, que certamente corriam entre os crentes primitivos, relatados pelos apóstolos, que tinham sido discípulos de Jesus. O que é relatado nesta passagem, de fato, se cumpriu. Assim ela é muito importante para nós, nessa aplicação que faremos das palavras de Jesus.

 

 

NOSSA FÉ

Por causa da atitude dos discípulos, que duvidaram em sua ressurreição, Jesus chama atenção nos versos 16 e 17 sobre o tema à “aos que crerem”. O verso 17 fortalece ainda mais a ideia da fé em Jesus. Não é um mero acreditar, é um depósito de esperanças em coisas que ainda não são vistas. Baseados na promessa de Jesus, os crentes vivem na esperança de que tudo aquilo que Jesus prometeu se cumpra. Esta é a fé em Jesus. Não acreditamos apenas e/ou somente numa FALA de Jesus sobre ser salvo, mas sim sobre todo seu ensino, estilo de vida e esperança de resgate para a vida eterna. Nossa fé em tudo que foi, viveu e ensinou Jesus caracteriza nossa FÉ SANTÍSSIMA (Judas 20).

Baseado neste tipo de fé que depositamos em Jesus, ele estabelece que os sinais seguiriam aos que cressem. Esses que cressem fariam sinais porque estavam comprometidos com o TODO e não só uma parte de Jesus.

 

 

O PODER DO NOME

Já aprendemos que o nome JESUS é uma tradução feita pelos escritores em grego. Desde a tradução grega do Velho Testamento, chama de Septuaginta (LXX) o nome JOSUÉ é tido por JESUS.

eswhy – Yeshua (hebraico)

Ihsouv – Iesous (grego)

Josué ou Jesus – em português

Se você manusear a LXX descobrirá que o nome Josué, no hebraico é traduzido como Jesus. Este era um nome muito comum na Judeia ao tempo da vida de Jesus Cristo. Foi por causa da qualidade de vida de Jesus que ele foi reconhecido como o CRISTO – Messias ou ungido de Deus.

Descobrimos como este nome JESUS se tornou poderoso lendo Filipenses 2: 5-11. Assim vamos falar do NOME.

Este NOME se tornou uma das chaves da vida dos crentes no livro de Atos. Lendo Atos 2: 21, 38; 3: 6, 16; 4: 7, 10, 12, 17, 18, 30; 5: 28, 40-41; 8: 12, 16; 9: 14-16, 21, 27, 28, 36... etc, etc, podemos contar quantas vezes Lucas fala da importância do NOME. São cerca de 34 vezes referidos ao poder do NOME de JESUS.

 

 

EMBAIXADORES EM NOME DE JESUS

Paulo ensina em 2 Coríntios 5: 20 – “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”.

O NOME de JESUS é um poder que acompanha aqueles que creem. Estes, estão envolvidos pelo compromisso de vida e morte ao seguir Jesus. Estes têm autorização pra usar o NOME porque são representantes dele. São caracterizados pelo fato de carregarem consigo a mesma unção que estava sobre Jesus.

Lendo Atos

 

 

UMA NOVA VIDA EM CRISTO

O Batismo representa um testemunho de uma nova vida em Cristo. Nós da CBI acreditamos firmemente que ao receber Jesus como Senhor e Salvador uma pessoa se torna uma nova criatura. Contudo, entendemos que Jesus morreu na cruz por todos, é o Salvador de todos, mas só pode salvar realmente os que o confessam como Senhor de suas vidas.

 

è Jesus Cristo é o Senhor

Romanos 10:9 nos ensina a confessar Jesus como Senhor. A expressão usada por Jesus e por Paulo é de que Jesus precisa ser kyrios – senhor absoluto de suas vidas. Mas se Jesus é um homem, como ele pode ser Senhor? Entenda que confessamos que Jesus homem morreu pelos nossos pecados, mas BATIZADOS pela fé em Jesus, somos colocados semelhantes a ele na sua ressurreição. Ele ressuscitou pela glória do Pai e retornou aquela glória que ele tinha com o Pai, antes de o mundo existir. Então, quando nos batizamos, declaramos que daí pra diante, somos uma nova criatura, gerados pelo mesmo Espírito Santo que ressuscitou a Jesus. Então, confessamos como nosso Senhor não um homem, mas o Filho de Deus ressurreto e assentado na glória do Pai. É por esse Jesus Cristo que são todas as coisas!

 

è O Senhorio através do Espírito Santo

Para que Jesus seja meu Senhor preciso que tais palavras se cumpram em mim: Filipenses 2: 5-11 e Gálatas 2: 20. Não conseguirei fazer isto se o Espírito Santo não me guiar como guiou Jesus. Ele foi o exemplo de como uma pessoa pode e deve ser guiada pelo Espírito de Deus.

            O EXEMPLO

Antes de conhecer Jesus, o Espírito de Deus me seguia a fim de me convencer do meu pecado. Quando parei pra ouvir a voz do Espírito e aceitei o fato de ser pecador, não sabia o que fazer. O Espírito Santo então me indicou que eu estava sob juízo de Deus e precisava ser justificado. Eu não sabia como fazer isto. Foi o Espírito Santo quem me mostrou que só Jesus morreu pelos meus pecados e que só Ele podia me salvar. Pra isto o Espírito me apresentou Jesus e conheci seu amor, sua misericórdia. Conheci que ele é o Filho de Deus, dado por mim, pra me levar a presença do Pai. Eu não tinha como me salvar porque o pecado me matou, me afastando de Deus. Entendi que nada que eu fizesse de bom seria suficiente, porque “todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus”. Também compreendi que “o salário do pecado é a morte, mas que o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”. Daí, foi um pulo entender o que está em 1 João 1: 7-9.

 

è Adão, Jesus e Nós

 Quando o primeiro Adão pecou, ele,  sua mulher e também a serpente, que é satanás, foram amaldiçoados.

Ao homem foi dito à “tu és pó e ao pó tornarás...”

À serpente, que é satanás, foi dito à “te rastejarás e do pó da terra comerás...”

 

As obras da carne do ser humano (Gálatas 5: 19-21) são, por associação e simbolismo, o pó da terra. Por causa das obras da carne, resultado de nossa desobediência, morremos em nossos pecados e delitos. Essas obras da carne precisam ser desfeitas pelo controle do Espírito Santo, por isto “andai em Espírito e nãos satisfareis as obras da carne”. Esse controle gera o Fruto do Espírito que é Cristo em Nós, que tem 9 características, explicadas em Gálatas 5: 22.

Quando cometemos obras da carne, que são muitas, alimentamos a serpente, que é satanás. Estas obras da carne, repito, são o pó da terra que é alimento da serpente. Compreende isto???

Quando agimos como o fruto do Espírito, alimentamos Cristo. Por isto que somos guiados pelo Espírito Santo, tal qual Jesus era. Por isto que para morrer para o mundo e viver para Deus não conseguimos por nós mesmos, somente elo Espírito Santo.

Quando confessamos Jesus como Senhor, isto quer dizer que daí pra frente o Espírito Santo nos guiará em tudo, tal qual guiou Jesus. Daí pra frente vamos fazer a vontade boa, agradável e perfeita de Deus Pai. O que estiver exposto na Palavra de Deus o Espírito testificará em nós. Ele nos guiará sob a luz da Palavra de Deus (Salmo 119: 105). Aquilo que não estiver na Palavra, somente pelo Espírito Santo poderei ser guiado. Se estivermos treinados, acostumados e disciplinados pela Palavra de Deus, sob essa ótica o Espírito nos guiará, pois ele não nos levará nunca a contrariar a Palavra de Deus! NUNCA!

Adão resolveu desobedecer a Deus, comendo do fruto e fazendo sua própria vontade, por isso se tornou o pecador condenado a morte. Todos que nascem a semelhança de Adão sofrem isto.

Jesus foi o segundo Adão e resolveu não desobedecer. Inocente, morreu pelos meus e seus pecados, para que eu rejeite minhas vontades pra fazer como Jesus. Morrer para o pecado e nascer de novo pelo Espírito Santo.

 

 

CONCLUSÃO

Nas próximas palavras vamos dar sequencias aos sinais que se seguiram aos crentes, conforme Marcos 16: 14 a 20. Por agora, nos detivemos nos versos 14 a 16.

Aqui você entendeu um pouco sobre o que cremos quanto a fé em Jesus, obediência, batismo nas águas e nosso compromisso em não deixar a carne nos guiar. Seguiremos relacionando as coisas dessa maneira, fazendo aplicações ao nosso dia a dia.

NOSSAS CARACTERÍSTICAS
EM CRISTO - Parte 1

Marcos 16: 14 a 20


INTRODUÇÃO

Esta palavra/estudo se propõe apresentar algumas das doutrinas que temos na CBI. Nossa proposta é demonstrar a você que adotamos uma linha diferente dos cessassionistas, que acreditam que algumas ações do Espírito Santo e determinados milagres cessaram e não são mais necessários no corpo de Cristo, daí são chamados cessassionistas. Antes de tudo saiba que por nossa característica doutrinária não adotamos a teologia da prosperidade, preconizada por alguns “neopentecostais”. Ao longo da explicação do texto básico, apresentado aqui, você verá que adotamos uma linha parecida aos “pentecostais”. Porém, é preciso que você saiba que adotamos a linha apostólica. Neste estudo de agora, não definiremos o termo apostólico, ainda. Esta é uma nota para que você saiba o que somos. Aqui também, agora, não será possível explicar todo o texto básico. Estamos introduzindo nossas explicações e adotando textos bíblicos que inserem no texto e contexto aquilo que acreditamos. Seguiremos, após o estudo nesse material, a parte seguinte explicando os versos 16 em diante de Marcos 16.

 

 

EXPLICANDO A PASSAGEM

Este texto que lemos para estudo de hoje faz parte de algumas discussões teológicas. Desde o versículo 9, esta passagem faz parte do que se chama variante textual. Em alguns manuscritos mais antigos, do evangelho de Marcos, ele não se encontra. Marcos é o primeiro evangelho escrito do NT, tendo sido escrito entre os anos 50 e 55 de nossa era cristã, portanto, cerca de 21 a 26 anos após a morte e ressurreição de Jesus. Marcos coletou informações da tradição oral, que eram relatos que pessoas faziam da experiência que tiveram com Jesus, além de usar como fonte um outro material já escrito que descrevia, entre outras coisas, situações vividas por Jesus.

Muita gente, na época da igreja primitiva, não tinha ainda ideia que estava escrevendo um texto sagrado, pois ainda não pensavam estar escrevendo pra toda a cristandade, senão para um grupo seleto. Isto posto porque grande parte da população daquela época não tinha acesso fácil a leitura. Grande parte da população era educada em casa e não era tão fácil ter material escrito a mão. Os textos, escritos em pergaminho e/ou papiros, não era de fácil edição.

Por ainda não terem ideia do quão sagrado era o texto a mão, alguns copistas (eram assim chamados os que reescreviam o texto), para mandar para outras pessoas, as vezes faziam acréscimos importantes ao texto que copiavam. Nesta passagem, em algum tempo, alguém que copiava o texto de Marcos, agregou essas informações e relatos do que lemos desde o verso 9, do capítulo 16 do evangelho de Marcos. O importante é que o copista agregou palavras de Jesus, que certamente corriam entre os crentes primitivos, relatados pelos apóstolos, que tinham sido discípulos de Jesus. Em virtude de o que Jesus disse, nesta passagem, ter-se cumprido, ela é muito importante para nós, nessa aplicação que faremos das palavras de Jesus. Aqui, encontramos boa parte daquilo que nós da CBI cremos e, também, a maioria dos cristãos.

 

 

NOSSA MISSÃO

Após destacar a maneira incrédula como os discípulos se portaram, Jesus lhes dá uma missão: Pregar aquela boa notícia a toda criatura. Jesus usa a expressão chamada:

è khrusswkerusso

Proclamar como faz um arauto. Publicar e/ou transmitir alto e bom som. Ser uma pessoa que possa subir em um lugar alto, a fim de que todos possam ouvir o que vai dizer.

 

A missão dada por Jesus não é simplesmente IR, mas entender que para onde quer que vá o discípulo de Jesus deve PROCLAMAR o evangelho. Nossa principal missão, segundo o texto de Marcos, é ser aquele que divulga de todas as maneiras possíveis o evangelho de Jesus Cristo. Nossa principal missão é o que está relatado em Mateus 28: 19-20 e aqui. Portanto, seja você o portador da mensagem de salvação e vá e PROCLAME o evangelho do Reino (Mateus 4: 23; 9: 35; 24: 14... etc).

A missão central do evangelho de Jesus é que façamos todo o possível a transmitir o evangelho a toda classe de pessoas. Jesus esclarece que não há um grupo específico a quem transmitir, senão a toda e qualquer criatura que possa ouvir e entender. Porque o que a pessoa que ouve precisa é responder positivamente à pregação, a fim de ser salvo. Mas o discípulo de Jesus precisa entender que em todo o tempo ele é um proclamador do evangelho. Sua vida cristã gira em torno disto.

Nos versículos adiante encontramos parte do conteúdo do evangelho do Reino. Jesus descreve a seguir como uma pessoa se torna seu discípulo e algumas características que seguem os proclamadores do evangelho. Vamos seguindo este texto e explicando nossa fé basilar, como parte de nossas doutrinas da CBI.

 

 

BATISMO COOPERA, MAS NÃO SALVA POR SI SÓ

“Quem crer e for batizado será salvo. Quem NÃO CRER será condenado.”

 

Aqui se encontra algumas coisas importantes de nossa fé.

O fato de crer deve ser acompanhado da obediência. Essa fé em Jesus requer que nos disponibilizemos a obedecer ao primeiro desafio de nossa fé em Jesus: ser batizado por alguém que o fará em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Antes de explicar o batismo preciso lhe esclarecer o que está ocorrendo na mente dos discípulos, sobre o que Jesus está explicando sobre crer.

Se você acompanha o texto, no verso 14 Jesus censurou, lançou em rosto, reprovou a incredulidade dos discípulos. O que tinha acontecido? Jesus, enquanto esteve com eles anunciou sua morte e ressurreição e demonstrou isto com sinais e prodígios. Mostrou a eles o poder do Espírito Santo com demonstrações claras de manifestação daquele poder. Mesmo assim, não olharam para mais adiante à morte de Jesus. Ficaram paralisados e perderam o foco. Desagregaram-se e seguiram com suas vidas sem sentido, pois achavam que tudo tinha se acabado. É quando Jesus ressuscita e, por causa disto, eles se reúnem. Jesus aparece e lhes explica como falharam, não mantendo suas vidas em dedicação àquilo que ele pregou, aguardando sua ressurreição. Era fácil para eles acreditarem em algo que viam, mas vendo Jesus morrer, precisavam esperar os três dias, já profetizado por Jesus, para que vissem o cumprimento da promessa de Jesus voltar a vida. Eles duvidaram! Falharam em duvidar porque não esperaram 3 DIAS!!! – Em outras palavras, Jesus está lhes dizendo: “se vocês perdem a fé, por não esperarem três dias, baseados na minha promessa, e voltam fazer tudo que faziam antes de me conhecer, como esperarão por mais tempo se minha volta se retardar?”. Entende o que havia na mente deles quando Jesus, então, está lhes falando em crer?

Não é um acreditar, é ter fé suficiente a fim de manter-se fiel aguardando que as promessas de Deus se cumprirão, porque são proféticas.

Entretanto, é preciso entender que o batismo, exclusivamente ele, não salva. Uma pessoa é salva pela fé em Jesus – Efésios 2: 8-9. De modo que o que condena uma pessoa, segundo Jesus, é o ato de negar a fé e/ou não crer. Jesus diz: quem não crer, será condenado”. Esse NÃO CRER é o ato de trair a confiança, ser desleal, ser infiel, não ter fé, ser incrédulo. Antes de tudo, lembre também, Jesus não está falando de perda de salvação, ele está falando de não recebe-la!

 

 

O BATISMO – SIMBOLO DE UMA NOVA VIDA

Ao falar sobre crer e ser BATIZADO, Jesus estabelece um padrão de atitudes na vida do crente. O que significa ser batizado:

è baptizw – baptizo – Batizar, para o português.

Esta palavra quer dizer: mergulhar, imergir, submergir (referindo a embarcações afundadas); limpar mergulhando; lavar, tornar limpo com água submergindo, lavar-se, tomar banho por mergulhos.

Este desafio de Jesus é mais bem comparado com o que Paulo descreve na carta aos Romanos 6: 1-4, e veja o verso 3:

3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?

Paulo esclarece que o batismo (mergulho, submersão) tem referência simbólica e relacional: a morte de Jesus. Ele está dizendo que fomos mergulhados para sermos lavados na fé em Jesus na semelhança da morte dele. Em seguida o versos  esclarece:

5- De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.

 

Então, o batismo cristão identifica-nos com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus. O batismo cristão, que adotamos, é por IMERSÃO. Não podemos fazer diferente disto!

Ora, se o batismo representa um sepultamento, por que fazer com um punhado de água na cabeça? Não sepultamos, de modo nenhum, um morto com um punhado de terra na cabeça e deixamos o corpo do lado de fora dizendo: está sepultado! Não! Não é assim! O batismo bíblico, repito, representa morte, sepultamento e ressurreição do crente com Jesus.

è Morrer para o pecado e o mundo carnal

è Ser sepultado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

è Ressurgir, ressuscitar pelo Espírito Santo, para a glória do Pai.

Nossa atitude no batismo visa imitarmos Jesus, sermos tocados pelo Espírito Santo e glorificarmos ao Pai. A morte de Jesus foi uma aceitação dele como homem em obedecer ao Pai, matando seu “corpo de pecado” e colocando-se na mão do Espírito Santo. Daí em diante toda obra em nossa vida é feita de maneira sobrenatural, por intervenção do Espírito Santo.

Nossa fé é que o batismo bíblico é por imersão! Não há outro! Não há identificação com Cristo, quando alguém é batizado por aspersão. Como batismo é um só (Efésios 4: 5), consideramos que a fé em Jesus inevitavelmente leva o novo convertido a receber o batismo por IMERSÃO. Quando não se considera isto importante, adota-se já a premissa de quebrar os princípios de obediência a Cristo. Considero que seria importante estudar sobre essa palavra grega “baptizw à baptizo”

 

 

UMA NOVA VIDA EM CRISTO

O Batismo representa um testemunho de uma nova vida em Cristo. Nós da CBI acreditamos firmemente que ao receber Jesus como Senhor e Salvador uma pessoa se torna uma nova criatura. Contudo, entendemos que Jesus morreu na cruz por todos, é o Salvador de todos, mas só pode salvar realmente os que o confessam como Senhor de suas vidas.

 

è Jesus Cristo é o Senhor

Romanos 10:9 nos ensina a confessar Jesus como Senhor. A expressão usada por Jesus e por Paulo é de que Jesus precisa ser kyrios – senhor absoluto de suas vidas. Mas se Jesus é um homem, como ele pode ser Senhor? Entenda que confessamos que Jesus homem morreu pelos nossos pecados, mas BATIZADOS pela fé em Jesus, somos colocados semelhantes a ele na sua ressurreição. Ele ressuscitou pela glória do Pai e retornou aquela glória que ele tinha com o Pai, antes de o mundo existir. Então, quando nos batizamos, declaramos que daí pra diante, somos uma nova criatura, gerados pelo mesmo Espírito Santo que ressuscitou a Jesus. Então, confessamos como nosso Senhor não um homem, mas o Filho de Deus ressurreto e assentado na glória do Pai. É por esse Jesus Cristo que são todas as coisas!

 

è O Senhorio através do Espírito Santo

Para que Jesus seja meu Senhor preciso que tais palavras se cumpram em mim: Filipenses 2: 5-11 e Gálatas 2: 20. Não conseguirei fazer isto se o Espírito Santo não me guiar como guiou Jesus. Ele foi o exemplo de como uma pessoa pode e deve ser guiada pelo Espírito de Deus.

            O EXEMPLO

Antes de conhecer Jesus, o Espírito de Deus me seguia a fim de me convencer do meu pecado. Quando parei pra ouvir a voz do Espírito e aceitei o fato de ser pecador, não sabia o que fazer. O Espírito Santo então me indicou que eu estava sob juízo de Deus e precisava ser justificado. Eu não sabia como fazer isto. Foi o Espírito Santo quem me mostrou que só Jesus morreu pelos meus pecados e que só Ele podia me salvar. Pra isto o Espírito me apresentou Jesus e conheci seu amor, sua misericórdia. Conheci que ele é o Filho de Deus, dado por mim, pra me levar a presença do Pai. Eu não tinha como me salvar porque o pecado me matou, me afastando de Deus. Entendi que nada que eu fizesse de bom seria suficiente, porque “todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus”. Também compreendi que “o salário do pecado é a morte, mas que o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”. Daí, foi um pulo entender o que está em 1 João 1: 7-9.

 

è Adão, Jesus e Nós

 Quando o primeiro Adão pecou, ele,  sua mulher e também a serpente, que é satanás, foram amaldiçoados.

Ao homem foi dito à “tu és pó e ao pó tornarás...”

À serpente, que é satanás, foi dito à “te rastejarás e do pó da terra comerás...”

 

As obras da carne do ser humano (Gálatas 5: 19-21) são, por associação e simbolismo, o pó da terra. Por causa das obras da carne, resultado de nossa desobediência, morremos em nossos pecados e delitos. Essas obras da carne precisam ser desfeitas pelo controle do Espírito Santo, por isto “andai em Espírito e nãos satisfareis as obras da carne”. Esse controle gera o Fruto do Espírito que é Cristo em Nós, que tem 9 características, explicadas em Gálatas 5: 22.

Quando cometemos obras da carne, que são muitas, alimentamos a serpente, que é satanás. Estas obras da carne, repito, são o pó da terra que é alimento da serpente. Compreende isto???

Quando agimos como o fruto do Espírito, alimentamos Cristo. Por isto que somos guiados pelo Espírito Santo, tal qual Jesus era. Por isto que para morrer para o mundo e viver para Deus não conseguimos por nós mesmos, somente elo Espírito Santo.

Quando confessamos Jesus como Senhor, isto quer dizer que daí pra frente o Espírito Santo nos guiará em tudo, tal qual guiou Jesus. Daí pra frente vamos fazer a vontade boa, agradável e perfeita de Deus Pai. O que estiver exposto na Palavra de Deus o Espírito testificará em nós. Ele nos guiará sob a luz da Palavra de Deus (Salmo 119: 105). Aquilo que não estiver na Palavra, somente pelo Espírito Santo poderei ser guiado. Se estivermos treinados, acostumados e disciplinados pela Palavra de Deus, sob essa ótica o Espírito nos guiará, pois ele não nos levará nunca a contrariar a Palavra de Deus! NUNCA!

Adão resolveu desobedecer a Deus, comendo do fruto e fazendo sua própria vontade, por isso se tornou o pecador condenado a morte. Todos que nascem a semelhança de Adão sofrem isto.

Jesus foi o segundo Adão e resolveu não desobedecer. Inocente, morreu pelos meus e seus pecados, para que eu rejeite minhas vontades pra fazer como Jesus. Morrer para o pecado e nascer de novo pelo Espírito Santo.

 

 

CONCLUSÃO

Nas próximas palavras vamos dar sequencias aos sinais que se seguiram aos crentes, conforme Marcos 16: 14 a 20. Por agora, nos detivemos nos versos 14 a 16.

Aqui você entendeu um pouco sobre o que cremos quanto a fé em Jesus, obediência, batismo nas águas e nosso compromisso em não deixar a carne nos guiar. Seguiremos relacionando as coisas dessa maneira, fazendo aplicações ao nosso dia a dia.

OS 10 MANDAMENTOS NA VISÃO DE JESUS

Uma visão mais Justa dos Mandamentos da Torah


INTRODUÇÃO
Vamos a uma série de meditações baseadas em Êxodo 20: 1ss. Não é minha intenção trazer peso a congregação, ao contrário, quero compartilhar paz.
Então, nosso propósito é demonstrar o que Jesus, o Filho de Deus, pensa sobre os 10 mandamentos e transmitir-lhes a intenção do Pai naquelas leis. Você descobrirá que a Lei te leva a Cristo e que pelo Espírito Santo, entenderá qual a real intenção de Deus na regulamentação da vida humana na terra.
Antes de qualquer julgamento sobre o porque deste estudo, uma vez que alguém creia que a Lei não deve ser levada mais em conta, o leitor/estudante deve ler os primeiros capítulos, onde fundamento razões e explicações iniciais.
Os 10 mandamentos, na verdade devem ser conhecidos como as 10 DECLARAÇÕES, daí vem a expressão Decálogo = deka + logia ou logos = 10 + discurso ou palavra.
Depois de explicar o propósito de Deus com o decálogo, ao longo do estudo faço aplicações ao dia a dia, visando levar cada um entender que tais declarações não tem finalidade de reger vida religiosa, mas conduta de indivíduos, inseridos num contexto social de uma nação teocrática.


1. OS MANDAMENTOS NOS LEVAM A CRISTO
=> Precisamos entender os 10 mandamentos, hoje, como um código de conduta e melhora nas relações humanas. Não podemos depender deles para nos justificamos diante de Deus, porque, conhecendo a Lei, descobrimos como falhamos.

Romanos 3:19-24“Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus...”

Romanos 10:4“Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.
=> Não nos esqueçamos de que somos justificados pela fé em Cristo.
Efésios 2:8-10“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

=> Se os mandamentos de Deus nos fazem conhecer o pecado, então por que devemos estuda-lo?
O propósito desta palavra não é que você esteja sob o peso da LEI, da TORAH, mas que o Espírito Santo lhe conduza no coração do Pai, a fim de que “Cristo habite no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus”. (Efésios 3: 17-19).

=> Tudo porque os Mandamentos nos levam a compreender que somos convidados a Amar a Deus e ao próximo.
O amor de Deus, não o nosso, é o meio pelo qual, de como os 10 mandamentos podem ser entendidos.


2. PROPÓSITO INICIAL DOS MANDAMENTOS
Deus não estabeleceu os 10 mandamentos como um peso sobre os homens. O pecado do homem dinamizou este peso, colocado pela religião. A religião misturou o código de conduta, com as leis cerimoniais, na vida de Israel.
Os 10 mandamentos são, na verdade, 10 DECLARAÇÕES de Deus, que expressam sua vontade. Essas declarações devem ser encaradas como um código de conduta e a Constituição do Reino de Deus. A religião criou um peso. Jesus, no evangelho de Mateus, nos traz novas luzes sobre o propósito do Pai, quando estabeleceu a LEI – TORAH. Ele nos reinterpreta, orientando que o propósito do Pai sempre foi a Graça. Israel foi escolhido pela graça – um favor imerecido – a fim de receber a benção da herança de salvação.
O propósito principal, o centro de tudo, das declarações é que os homens temam e amem a Deus, não que tenham medo dEle.  Que os homens se respeitem e amem uns aos outros. Assim, vejamos alguns resumos dos 10 mandamentos.

Deuteronômio 6:5-7“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”.

Deuteronômio 10:12-14“Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem? Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR, teu Deus, a terra e tudo o que nela há”.
Mateus 22:37-40“Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.
O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.


3. MANDAMENTOS SOB O OLHAR DO ESPÍRITO SANTO
a) Você não poderá, de maneira nenhuma, entender o plano de Deus, a partir dos 10 mandamentos, se o Espírito Santo não lhe guiar através deles.
b) Também não poderá entender o mover de Deus através deles, se não compreende-los a partir do entendimento que Jesus nos dá e que o Espírito Santo nos guiará.
c) Toda a Lei se resume, segundo o costume judaico e a afirmação de Jesus, no seguinte:

Lucas 10: 27-28“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás”.

- O que Jesus está dizendo? Que a salvação vem pelas obras da Lei?
- Não, absolutamente não! Mas que o centro de todo o mandamento é: AMARÁS!!!
- Ninguém conseguirá isto, sem que o ESPÍRITO SANTO DE DEUS, lhe ajude.

Embora os 10 mandamentos ou 10 declarações se resumem ao exposto em Lucas 10: 27-28, devemos corrigir isto em nosso tempo, baseado no fato do que Jesus disse em João 13: 34 – “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”. Combinando isto com o resumo das 10 declarações chegamos a conclusão que eles se resumem a: “Amarás ao Eterno, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo teu entendimento e amarás ao próximo como Jesus Cristo nos amou”.


4. COMPREENDA O PRIMEIRO MANDAMENTO
Êxodo 20: 1ss

a) Duas Formas de Ver
>> Segundo o meio evangélico e católico o 1º mandamento é:
- “Não terás outros deuses diante de mim” – versículo 3

>> Para a Cultura bíblico-judaica o 1º mandamento é:
         - “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” – versículo 2.

>> Vamos adotar o que Deus deseja de nós a partir da visão judaica, porque, segundo Jesus, “a salvação vem dos judeus”. Nesse propósito, devemos deixar de ver como a tal igreja romana interpreta as 10 Declarações, mas como o povo de Israel o vê.

Este é 1º dos 10 Mandamentos ou a 1ª das 10 Declarações.
-  “Eu sou YAHWEH (O Eterno), teu ELOHIM” – Eu sou o SENHOR, teu Deus.
Quando Deus se revelou a Moisés no Monte Sinai disse que era o EU SOU. Então, quando entrega a Moisés as 10 declarações, Ele está dizendo que não foi outro Deus que se revelou a Moisés.  Se identifica ao povo de Deus a fim de manifestar a eles que ele não é um deus, Ele é DEUS! Até então eles conheciam todo tipo de deuses que se apresentavam no Egito. Deuses que representavam todo tipo de coisa, mas que nenhum deles se revelou ao povo de Israel.

>> Esse é o Deus que servimos, que se revelou na pessoa de Jesus. Ele é o Deus YAHWEH, que se fez carne e habitou entre nós.
-  “...que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” – Então esclarece que esse YAHWEH é o que libertou o povo do cativeiro.

>> É o mesmo Deus, que tal qual libertou Israel do cativeiro egípcio, nos libertou do cativeiro do pecado, porque éramos escravos do pecado. Assim como houve uma páscoa que marcou a retirada do povo do Egito, assim houve uma páscoa que marcou nossa libertação das mãos de satanás, das mãos do pecado.

         A identificação deste Deus, neste caso, se trata porque Ele é diferente dos falsos deuses, que Israel conheceu no Egito. É diferente dos falsos deuses de outras nações daquela época. Todos os deuses pediam grandes sacrifícios. Crianças eram lançadas no fogo em oferta ao deus Moloque. Crianças eram jogadas no Rio Nilo, em oferta a deuses como Isis, Osíris e divindades que “governavam” os jacarés do Nilo.
O Deus que servimos nos orienta que o primeiro mandamento é reconhecê-lo como Deus. Que só ele é Deus e não há outro. Toda nossa vida cristã, bem como toda a vida judaica é baseada no princípio de que não há outro Deus.
Finalmente, o mesmo Deus que tirou Israel da casa da servidão no Egito, é o mesmo que nos tira da servidão do pecado e nos livra da mão de satanás. O Deus que servimos, de modo completamente diferente, ofereceu-se em sacrifício pelos nossos pecados, quando se fez homem e nos libertou.


b) O Primeiro Mandamento Governa Todos Os Outros
>> Todo o conceito que temos cristão/judaico do decálogo, chamado MONOTEÍSMO ÉTICO é baseado no fato que toda orientação ética para nossa vidas não vem de uma ideia humana, mas de um Deus que se chama O Eterno - Yahweh

>> Estes mandamentos formam a constituição do Reino de Deus, porque não somos governados por vontade humana, mas pela vontade de Deus. Toda nossa vida se baseia no fato de que:
         - Temos um só Deus
         - Somos governados por Ele
         - Ele é o Rei de Glória
         - Não há outro Deus
         - O princípio de nossa existência vem dele e somos filhos dEle.

>> Em todas as demais religiões, as pessoas são obrigadas a fazerem coisas para seu deus. YHAWEH não. Ele deseja que nossa vida seja vivida de maneira ética e moral para com nossos semelhantes. Não é religião: é um estilo de vida.

>> Alguns pensam que os 10 mandamentos giram em torno de Deus e como viver uma vida religiosa em torno dEle. Não! Os 10 mandamentos visam orientar a maneira que nos relacionamos com as pessoas, para que seja baseada no amor que temos para com Deus e de como ele nos ama. EU TE TIREI DA CASA DA SERVIDÃO.


5. COMPREENDA O SEGUNDO MANDAMENTO
> Êxodo 20: 3 – “Não terás outros deuses diante de mim”.
         Os versículos 4 a 6 são explicações de como não ter outros deuses diante do Eterno.
>> Antes de tudo devemos compreender que Moisés está transmitindo a vontade de Deus, não a dele mesmo. O decálogo, como é conhecido, vem do Deus Eterno.
à O Eterno diz: “Por favor, você não precisa ter nenhum Deus além de mim”. Ele está dizendo que só Ele é Deus e não há nenhum outro.

         Devemos nos lembrar do que houve com Elias no monte Carmelo e de como o povo terminou dizendo: SÓ O ETERNO É DEUS!
         Isaías nos lembra, revelando a palavra de Deus, dizendo: Isaías 45:5-7 – “Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que não me conheces. Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro”.

5.1- Este mandamento não foi compreendido por alguns.
a)    Você não deve fazer imagens de adoração de nada que seja criatura: qualquer coisa que seja do céu, da terra, das águas ou mesmo debaixo da terra.
b)   Não deve prostrar-se, curvar-se. Tais palavras querem dizer que NÃO deve adorar de maneira alguma tais coisas.
c)    A Maioria das pessoas imaginam que este mandamento não tem a ver com este tempo, porque, praticamente não temos imagens de escultura a ser adorada, porque todos os “deuses” antigos e suas imagens foram desmascarados.
d)   Porém a adoração que muitos prestam hoje, é a coisas humanas: dinheiro, amor, educação, cantores gospel.

>> O Deus Eterno é o padrão único para que todos entendam que somos de um só, criados por um só e que somos irmãos uns dos outros. A ideia de ter outro deus faz que aquele que serve a outro deus seja melhor que os outros. Se temos um só Deus e estamos sob seu comando, então entenderemos que todos somos iguais perante ele e que todos fazemos parte da raça humana, criada por um só Deus, que é Pai de todos.

>> Ter um só Deus, cria um só padrão moral, igual para todos. Ter outro Deus indica que aquela pessoa poderá ter outro padrão moral. Isto destrói uma sociedade. Se Deus diz que matar é errado, será para todos. Mas outro “deus” poderá ter padrão diferente. Isso permitirá guerras entre povos, por razão de uma divindade guerrear com a outra.

>> Educação – Este não pode ser o padrão moral. Pessoas muitos cultas, no passado, já destruíram seu povo, cometendo genocídio. Comunistas já fizeram isto na China e na União Soviética. Os nazistas eram pessoas altamente instruídas. Isto não impediu que matassem negros e judeus. O fato de alguém ser doutor em alguma coisa, nunca garantirá que ame mais, que seja mais justo ou coisa parecida.

5.2 – Jesus Cristo É O Padrão Do Segundo Mandamento
         “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai se não por mim”.

a) Os judeus não aceitam Jesus como Deus, por causa deste mandamento. Entendiam que Jesus se dizia “outro” deus. Na verdade Jesus se apresentou a eles como filho de Yahweh ou o próprio, mas eles não compreenderam.

b) Mas Jesus não é outro deus... é o mesmo Deus. Ele é a imagem daquele Deus invisível, que deve ser adorado. Jesus é o mesmo que criou todas as coisas.

c) Não é outro deus. Jesus é o Deus Eterno que se fez homem e habitou entre nós. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. O que o homem não poderia fazer, o Deus Eterno o fez.

d) Nenhum outro Deus há que faça isto. Dar o seu próprio Filho pelos que criou. Fomos criados a imagem deste Deus. Por isto ele nos Salva. Por isto seu nome é YESHUA – Jesus – O Eterno Salva.


6. COMPREENDENDO O TERCEIRO MANDAMENTO
> Êxodo 20: 7 – “Não tomarás (CARREGARÁS) o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

Muita gente pensa que tomar o nome de Deus em vão é pronunciar indevidamente este nome.
>> O Israelita entende que nunca deve pronunciar o NOME. Este nome é YAHWEH – o nome do Eterno, o Eu Sou. – Explicar o que faz um judeu

         Porém este mandamento traz consigo uma consequência: Jamais será inocente. Vários mandamentos orientam. Um deles traz promessa. Mas este traz um tratamento forte. Ele é considerado o mais grave de todos os pecados: usar indevidamente o nome de Deus!

a)   Pecado Mais grave
Existe pecado mais grave que o outro? Para muitos, Deus considera todos os pecados iguais. Isto é um equivoco! Quem rouba uma galinha, nunca terá cometido o mesmo pecado de um assassinato! Claro que tanto você, como Deus consideram pecados diferentes. No NT encontramos que há pecados que são mais graves.
Jesus diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo não haverá perdão. Os apóstolos dizem que há pecado que não se deve orar pelo pecador – 1 João 5: 16. A conclusão é obvia: É claro que existem pecados mais graves que o outro!
Dos 10 mandamentos, este é tido como a violação dele como gravíssima, quando alguém faz o mal em nome de Deus. Porque a tradução correta é Não CARREGARÁS, não LEVARÁS, Não SUSTENTARÁS. A palavra hebraica é NASAH ou NASHAH.
Quando uma pessoa não crente faz uma maldade isto não depõe contra Deus, mas quando um crente faz algo mal em nome de Deus isto o desonra. Isto faz com que as pessoas percam a confiança em Deus. Isto é grave.
>> O Salmo 23 diz que o Eterno me guia pelas veredas de justiça por amor ao seu nome.
>> Jesus fez de tudo para que o nome do Pai fosse honrado, por isto foi exaltado.

Exemplo de fazer o mal em nome de Deus encontramos no islamismo e o cristianismo no passado. Deus não tem prazer na morte de ninguém. Ele nem quer que o pecador se perca. Sua palavra diz que o Eterno “é longânimo, não querendo que nenhum se perca, senão que todos venham à salvação”.

b)   A falha da Autoridade
Este tema é interessante, porque levar o nome de Deus em vão potencializa o pecado da autoridade. Quando alguém está em posição de autoridade na igreja e declara algo em nome do Senhor, deve se responsabilizar pelo que diz. Como está escrito: o profeta que tem uma visão CONTE A VISÃO. Isto porque o profeta pode começar pelo que Deus lhe revelou e terminar com aquilo que Deus não lhe revelou, porque agregou sua interpretação legalista e/ou religiosa, o que Deus não lhe falou. Isto é tomar o nome de Deus em vão, porque está dizendo algo que Deus não falou, mas está levando o nome de Deus em vão. Adicionou algo a revelação.
As pessoas que andam em submissão à autoridade na igreja, devem aprender a ficar tranquilas. Quando uma autoridade peca “em nome de Deus” ela, simplesmente, não será inocente. Sua falha terá de ser tratada! Os que andam em submissão não devem se rebelar, porque Deus irá tratar do líder que está levando o nome de Deus em vão.
Não deixemos de observar o que disse Jesus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”. Mateus 7: 21-23. Essas pessoas são rejeitadas porque elas usaram o nome de Deus em vão. Usaram para promoção e benefício pessoais e, portanto, de maneira egoísta. Deus não se agrada quando alguém não o glorifica, mas toma a glória dEle para si mesmo.


7. AS DEZ DECLARAÇÕES DE DEUS
Relembre: são 10 Declarações do Eterno Deus, ou YAHWEH ELOHIM. Estamos estudando a partir do ponto de vista de Jesus e não do ponto de vista dos judeus. Então relembre alguns pontos.
Estamos adotando os 10 mandamentos segundo a cultura bíblico-judaica, para entender qual o 1º mandamento.  Daí é semelhante a visão greco-romana cristã.
à Êxodo 20: 2 – “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”
à Êxodo 20: 3-6 – “Não terás outros deuses...”
à Êxodo 20: 7 – “Não carregarás o Nome do Eterno teu Deus em vão”
à Êxodo 20: 8-11 – “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”
à Êxodo 20: 12 – “Honra a teu pai e tua mãe...”
à Êxodo 20: 13 – “Não assassinarás.”
à Êxodo 20: 14 – “Não adulterarás”
à Êxodo 20: 15 – “Não furtarás”
à Êxodo 20: 16 – “Não dirás falso testemunho contra teu próximo”
10º à Êxodo 20: 17 – “Não cobiçarás...”


7.1 – Reveja O Primeiro Mandamento
Este é 1º dos 10 Mandamentos ou a 1ª das 10 Declarações.
a)    “Eu sou YAHWEH (O Eterno), teu ELOHIM” – Eu sou o SENHOR, teu Deus.
Quando Deus se revelou a Moisés no Monte Sinai disse que era o EU SOU. Então, quando entrega a Moisés as 10 declarações, Ele está dizendo que não foi outro Deus que se revelou a Moisés.  Se identifica ao povo de Deus a fim de manifestar a eles que ele não é um deus, Ele é DEUS! Até então eles conheciam todo tipo de deuses que se apresentavam no Egito. Deuses que representavam todo tipo de coisa, mas que nenhum deles se revelou ao povo de Israel.

>> Esse é o Deus que servimos, que se revelou na pessoa de Jesus. Ele é o Deus YAHWEH, que se fez carne e habitou entre nós.
b)   “...que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” – Então esclarece que esse YAHWEH é o que libertou o povo do cativeiro.
>> É o mesmo Deus, que tal qual libertou Israel do cativeiro egípcio, nos libertou do cativeiro do pecado, porque éramos escravos do pecado. Assim como houve uma páscoa que marcou a retirada do povo do Egito, assim houve uma páscoa que marcou nossa libertação das mãos de satanás, das mãos do pecado.
O Deus que servimos, nos orienta que o primeiro mandamento é reconhecê-lo como Deus. Que só ele é Deus e não há outro. Toda nossa vida cristã, bem como toda a vida judaica é baseada no princípio de que não há outro Deus.
O povo do VT na casa da servidão no Egito, é uma tipologia do que está no NT: o Deus Pai que nos tira da servidão do pecado e nos livra da mão de satanás. Para tal ideia é importante ler Colossenses 1: 12-13.


7.2 – Revendo O Segundo Mandamento
> Êxodo 20: 3 – “Não terás outros deuses diante de mim”.
         Os versículos 4 a 6 são explicações de como não ter outros deuses diante do Eterno.
a)    Você não deve fazer imagens de adoração de nada que seja criatura: qualquer coisa que seja do céu, da terra, das águas ou mesmo debaixo da terra.
b)   Não deve prostrar-se, curvar-se. Tais palavras querem dizer que NÃO deve adorar de maneira alguma tais coisas.
c)    A Maioria das pessoas imaginam que este mandamento não tem a ver com este tempo, porque, praticamente não temos imagens de escultura a ser adorada, porque todos os “deuses” antigos e suas imagens foram desmascarados.
d)   Porém a adoração que muitos prestam hoje, é a coisas humanas: dinheiro, amor, educação, cantores gospel.

>> O Deus Eterno é o padrão único para que todos entendam que somos de um só, criados por um só e que somos irmãos uns dos outros. A ideia de ter outro deus faz que aquele que serve a outro deus seja melhor que os outros. Se temos um só Deus e estamos sob seu comando, então entenderemos que todos somos iguais perante ele e que todos fazemos parte da raça humana, criada por um só Deus, que é Pai de todos.

>> Ter um só Deus, cria um só padrão moral, igual para todos. Ter outro Deus indica que aquela pessoa poderá ter outro padrão moral. Isto destrói uma sociedade. Se Deus diz que matar é errado, será para todos. Mas outro “deus” poderá ter padrão diferente. Isso permitirá guerras entre povos, por razão de uma divindade guerrear com a outra.

7.3 – Lembrando O Terceiro Mandamento
> Êxodo 20: 7 – “Não tomarás (CARREGARÁS) o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

Muita gente pensa que tomar o nome de Deus em vão é pronunciar indevidamente este nome.
>> O Israelita entende que nunca deve pronunciar o NOME. Este nome é YAHWEH – o nome do Eterno, o Eu Sou. – Explicar o que faz um judeu
Quando uma pessoa não crente faz uma maldade isto não depõe contra Deus, mas quando um crente faz algo mal em nome de Deus isto o desonra. Isto faz com que as pessoas percam a confiança em Deus. Isto é grave.
....> O Salmo 23 diz que o Eterno me guia pelas veredas de justiça por amor ao seu nome.
....> Jesus fez de tudo para que o nome do Pai fosse honrado, por isto foi exaltado.

Exemplo de fazer o mal em nome de Deus encontramos o islamismo e o cristianismo no passado. Deus não tem prazer na morte de ninguém. Ele nem quer que o pecador se perca. Sua palavra diz que o Eterno “é longânimo, não querendo que nenhum se perca, senão que todos venham a salvação”.
Existe pecado mais grave que o outro? Para muitos, Deus considera todos os pecados iguais. Isto é um equivoco! Quem rouba uma galinha, nunca terá cometido o mesmo pecado de um assassinato! Claro que tanto você, como Deus consideram pecados diferentes. No NT encontramos que há pecados que são mais graves.
Jesus diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo não haverá perdão. Os apóstolos dizem que há pecado que não se deve orar pelo pecador – 1 João 5: 16. A conclusão é obvia: É claro que existem pecados mais graves que o outro!
Dos 10 mandamentos, este é tido como a violação dele como gravíssima, quando alguém faz o mal em nome de Deus. Porque a tradução correta é Não CARREGARÁS, não LEVARÁS, Não SUSTENTARÁS. A palavra hebraica é NASAH ou NASHAH.


8. COMPREENDA O QUARTO MANDAMENTO 
> Êxodo 20: 8 – “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”. 
- Os versículos 8 a 11 são explicações de como santificar o sábado, dia de descanso. 
- Antes de tudo devemos compreender que Moisés está transmitindo a vontade de Deus, não a dele mesmo. O decálogo, como é conhecido, vem do Deus Eterno. 
- O Eterno diz: “Por favor, vocês devem separar o sábado. Não se esqueçam disto”. Ele está dizendo que Ele é um modelo de como reservou o sábado para DESCANSAR. 

Como já destacado aqui. O sábado foi criado por causa do homem e não o inverso. Jesus nos esclarece isto no NT. O Filho do Homem é Senhor do sábado. 
Tire o sábado do foco religioso e coloque-o no aspecto importante. Escravo não tem dia de descanso. O primeiro mandamento nos lembra: fomos retirados da vida de escravidão. O propósito é que tanto o israelita e qualquer pessoa ou animal que estaria com ele, desfrutaria de um dia de descanso. Até com os animais, Deus se preocupa.
Quando olhamos as palavras de Jesus no NT, podemos compreender o plano de Deus para o dia de descanso. Sim – DIA DE DESCANSO, assim deve ser visto. Em Lucas 13: 10-16 encontramos uma afirmação emblemática de Jesus: “Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão...?”. A ideia religiosa de violar o sábado, fazia que alguns doutores da lei enxergassem o dia em si como mais importante que a pessoa. Jesus a chama de filha de Abraão, porque esclarece que ela é parte do Reino de Deus e está debaixo dos planos de Deus. Do mesmo modo em Lucas 6: 1-11 Jesus estabelece que o ser humano é mais importante que o dia em si.
O sábado é um dia de descanso para pessoas que tem mentalidade de pessoas livres e não escravas. Um escravo não tinha dia de descanso. A instituição do sábado é uma regra que visa dar felicidade às pessoas. Vemos que a orientação do Eterno, no verso 10 de Êxodo 20,  era que nem os donos da casa, nem seus filhos, nem ainda seus empregados deviam trabalhar, mas descansar. O fato é tão amplo que o plano de Deus visa até o cuidado com os animais, que devem descansar. Deus não está preocupado com o dia em si, como peça de uma religião sacrificial, mas de um direito a ser desfrutado por todos. Deus estabelece esta “obrigação” de descanso, visando o direito individual a ter um dia, ao menos, para desfrutar de sua família. Até os servos tinham direito a não trabalhar, a fim de reporem suas energias. Pessoas que trabalham initerruptamente, que não desfrutam de lazer, descanso ou reposição de energia, estão com sérias probabilidades de desenvolverem stress emocional, que leva a depressão. Famílias que não tem oportunidade de seus membros estarem juntos para interagirem uns com os outros cria desamor e fere o privilégio dos filhos desfrutarem de seus pais e vice-versa. Um dia de descanso é extremamente salutar para a manutenção da saúde emocional, afetiva e também espiritual.
Levítico capítulo 25, também nos ensina que Deus havia solicitado a Israel que deveria ter um período sabático para a terra. Expressamente o Eterno pede, que ao entrarem na terra prometida, deveriam plantar por 6 anos, mas no sétimo ano deveriam deixar a terra descansar. O sábado, nada mais é do que um descanso após 6 dias, ou após 6 anos. Deus fez tudo isto, pensando em como o homem poderia desfrutar bem de tudo quanto Deus lhe deu. 


9. PROMESSA NO QUINTO MANDAMENTO 
> Êxodo 20:12 – “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá”. 
> Efésios 6: 2-3 – “Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra”. 
Observando o texto de Efésios e as palavras de Jesus entendemos que, não somente este mandamento – Declaração – ainda vale, senão todos os demais. 

>> Temos dois aspectos a entender nesta 5ª Declaração, expostos por Jesus. Precisamos aprender a saber quando Deus vem antes da família e em que circunstância isto se aplica. 
Lucas 9: 59-62 – “A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus”. 

Jesus, nesta passagem bíblica e, nestes casos, nos ensina que a família não pode ser impedimento a anunciar o Reino de Deus. 
No primeiro caso, enterrar o pai, é deixar de fazer a vontade de Deus para até o momento que o pai se for. Esperar até que ele seja o cabeça da casa. Não! Quando Deus escolheu a Davi como rei, não esperou que o mesmo crescesse mais. Ainda quando tinha 16 ou 17 anos o ungiu rei. Para Deus, ele já era ungido perante os seus. Não foi levado em conta o que o pai Jessé pensava ou acreditava. 
No segundo caso, leva em conta a autorização e a cura do próprio na família pra ele cumprir o chamado. Jesus esclarece, segundo o costume da época. Você não pode esperar que as marcas de sua família o impeçam de seguir a vontade de Deus, nem esperar que ela te autorize. 

Marcos 7:9-13 – Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte". Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes...”. O problema aqui é a RELIGIÃO, igreja, na frente dos pais. 

Neste mandamento Deus está interessado na felicidade dos pais e dos filhos. Honrar o pai e a mãe tem um motivo e um benefício: prolongar os dias de prosperidade e disfrute na terra que o Senhor dá.  
- Observe! Você desfrutará daquilo que Deus te dá e ainda terá prolongada a oportunidade de desfrutar desta benção.

- Você cria uma sociedade, onde o respeito é aprendido, desde o lar Isto não tem a ver com religião, tem a ver com RELACIONAMENTO FAMILIAR. As sociedades chinesas e japonesas são conhecidas pela honra que se desenvolve aos pais e, por conseguinte, aos idosos. 

Este mandamento não manda que amemos os pais, embora devamos fazer. Mas há casos que isto é difícil, por causa da maneira dura que filhos são tratados. Mas a honra é algo que produzirá um efeito positivo na sociedade. Há muitos casos que mães trouxeram benção a sua família, porque apesar de o marido, pai de seus filhos, ser uma pessoa de difícil relacionamento e de dura cerviz, ela se colocou no caminho da desonra, solicitando a seus filhos que, independente disto, respeitassem e honrassem. Eles não conseguiam entender seu pai ou mesmo, não o amavam, mas aprenderam a honra, graças a uma mulher sábia.

à 1º - Esse princípio nos ensina o respeito a autoridade dos pais 
à 2º - Podemos ter nossos pais como amigos, mas eles não são nossos amiguinhos pra trata-los de qualquer maneira. 
à 3º - Muitos pais fazem coisas para serem amados por seus filhos. Isto pode ser interessante, mas ele transferirá para Deus essa falsa intimidade. Honrar não é temer, é respeitar. 
à 4º - Ensine seu filho(a): Ele poderá até ter um dia mais conhecimento e cultura, mas sempre o respeitará, o honrará. 
à 5º - É muito difícil honrar a Deus, se não aprendemos a honrar nossos pais. Até Freud, pai da psicanálise, entende que transferimos para Deus ou uma autoridade futura o que sentimos para com nossos pais. Então, honre seu pai, isto facilitará sua vida com Deus! 

Quando há peleja e confusão entre irmãos, isto traz desonra aos pais, pois, qual é o pai e a mãe que tem prazer em ver seus filhos brigarem entre si?   Do mesmo modo, a postura dos pais em relação a seus próprios pais, transmite ensinamento aos filhos. Quando seu filho percebe a maneira honrosa que você trata seus pais, tenderá a tratar você respeitosamente assim. 


10. COMPREENDENDO O SEXTO MANDAMENTO 
è Êxodo 20: 13 – “Não ASSASSINARÁS”. 

Muita gente pensa que matar é o mesmo que assassinar, mas não é. Por isto, entre os judeus e americanos a pena de morte é válida. 
רצח – ratsach é matar com dolo, assassinar, cometer homicídio. 
הרג – “harag” é matar, executar... como os primogênitos do Egito 
חטשׂ – “shachat” é matar, abater, como matar um animal para comer – um cabrito 
טבח – “tabach” é também abater, como matar uma rês. 
מות – “muwth” quer dizer morrer, matar, ou executar, de modo semelhante a harag. 

è O Israelita entende que há várias maneiras de matar, mas só uma de assassinar. 

a) Uma destas maneiras está o matar como execução 
è Êxodo 23: 6-7 – “Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa. Da falsa acusação te afastarás; não matarás (executarás) o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio”. O verbo aqui é - הרג – “harag”. 

b) Pode-se matar com sentido de abater 
- tal como חטשׂ – “shachat 
- ou como טבח – “tabach 

c) Porém em Êxodo 20: 13 o verbo usado é רצח – ratsach: assassinar, matar com dolo, ou cometer homicídio.


11. O QUE JESUS DIZ SOBRE O SÉTIMO MANDAMENTO
Verso 14
Originalmente o texto diz “não cometerás adultério”. Entretanto, como se comete adultério? Neste caso, qualquer pessoa casada que se envolve de alguma maneira sexual com outra, fora de seu relacionamento conjugal, comete adultério. Jesus, no NT, aplica a este mandamento alguns entendimentos dele, que são absolutamente importantes. Mateus 5: 27-32 nos dá uma direção sobre essa questão do adultério, quanto ao pecado em si.
Segundo Jesus, o olhar “mal intencionado” já caracteriza adultério. Porém o adultério não é uma questão masculina, envolve ambos os sexos e tal é descrito na TORAH com mais especificidade. O simples fato de desejar uma relação adúltera, causa desequilíbrio no relacionamento familiar. Devemos entender qual o propósito de Deus neste mandamento.

a) A causa do desequilíbrio familiar – olhando para alguns casos de poligamia dos patriarcas podemos perceber a dificuldade causada pelo simples fato de eles terem mais de uma esposa. Abraão teve muitos problemas entre Sara e Agar. Até hoje existe uma peleja internacional, por causa de duas famílias que surgiram a partir de Abraão, na geração de Isaque e Ismael.

b) Deus instituiu a fidelidade no casamento – Desde o fato de que fez Adão e Eva,  Deus fez 1 para cada. Indica que Deus nunca planejou a poligamia. Isto nos demonstra que a monogamia e a heterossexualidade sempre foi um plano divino.

c) O Respeito entre Livres – Entre pessoas livres, o princípio do respeito a individualidade é fator importante. A infidelidade conjugal gera sofrimento e marcas terríveis, não só nos cônjuges, mas também nos filhos. Quando uma pessoa se move baseado no desejo adúltero e trabalha nesta direção, parte de seu princípio de sabedoria é afetado. Uma vez que a família é a célula mater da sociedade, sofrimento e desgraça no lar, causado por infidelidade conjugal, gera uma sociedade em crise.

d) O Divórcio está fora dos planos de Deus – Não precisamos ir tão longe para percebermos que o divórcio, em muitos casos, é gerador de conflitos diversos. Crianças se sentem culpadas (embora não tenham nada com isto) e precisam de ajuda e acompanhamento pastoral e/ou psicológico para entender a dificuldade do relacionamento dos pais. Embora Jesus, nos evangelhos, cite a infidelidade como oportunidade para o divórcio, não determina assim. Para Jesus só pode haver divórcio em caso de infidelidade, mas não é uma determinação, somente um direito, apenas isto!

e) Os efeitos da fidelidade – A construção de laços de fidelidade no casamento, gera filhos mais honestos na sociedade e mais fieis aos relacionamentos, tanto matrimoniais como sociais. Isto, levando em consideração, que os cônjuges também devem agir com respeito e fidelidade em seus relacionamentos sociais. O lar é um ponto de partida para a criação de uma sociedade mais justa, onde o respeito aos valores dos outros é importante. Crianças criadas em famílias onde o relacionamento matrimonial é estável, tende a gerar pessoas mais estáveis e responsáveis.
A fidelidade no casamento é um dos fatores mais importantes (não o único) na geração de pessoas equilibradas e mais seguras como indivíduos. A fidelidade torna homens e mulheres responsáveis uns pelos outros na geração das necessidades materiais e emocionais. No caso do homem, transmite segurança a mulher.


12. POR QUE NÃO FURTAR É IMPORTANTE?
Verso 15 – 8º Mandamento
Este é um assunto muito importante dentro do tema dos 10 mandamentos. Simplesmente porque este mandamento é o que engloba outros demais mandamentos. Ele não é específico a um fato apenas, mas mais amplo, se não vejamos adiante.

Furtar é uma palavra que quer dizer tomar, levar embora, roubar aquilo que não lhe pertence ou não é seu direito. Com isto se aplica a vários outros mandamentos, tais como:
·         O assassinato é uma forma de roubar a vida de alguém
·         O adultério é uma forma de furto do amor de alguém – no caso do cônjuge alheio
·         O falso testemunho é roubar a dignidade e o respeito de alguém
·         A cobiça é a geradora principal do furto no sentido amplo da palavra

Além disto, furtar ou roubar se aplica a várias outras coisas, também:
·         Sequestrar alguém – O sequestro é um furto
·         Roubar a liberdade de alguém – escravidão
·         Roubar sexo de alguém, quer por mentira ou abuso – Abuso e/ou Estupro
·         Roubar os direitos autorais de alguém – alguns tipos de pirataria
·         Roubar a dignidade, a confiança e o respeito de alguém – tipos de abusos moral

A meta principal do assunto furto é o roubo de pessoas e tudo que se relaciona a ela. A propriedade alheia é privativa e privada. Tomá-la sem permissão do outro é furto, em qualquer situação! Não importa se é uma pessoa ou o estado que toma. Esse mandamento prevê o respeito ao alheio e, portanto, uma sociedade que respeita o que é alheio, torna-se mais justa e igualitária.


13. DIZER FALSO TESTEMUNHO OU MENTIR
Verso 16 – 9º Mandamento

A palavra descrita aqui, neste nono mandamento ou nona declaração é quanto a dizer ou dar um falso testemunho. Na maioria das leis nacionais uma falsa acusação ou mentir em juízo é passível de punição porque ou acusa um inocente ou absolve indevidamente um culpado. Isto é inadmissível em qualquer princípio jurídico sério. Porém o falso testemunho contra alguém não envolve apenas o fato de uma questão acusatória ou defensiva, mas também um ato geral de mentira, onde a verdade não é tornada evidente.
O princípio fundamental deste mandamento é – NÃO MENTIR! A mentira, portanto, é uma violação aos planos de Deus para uma sociedade justa e equilibrada. A mentira sempre cria desequilíbrios e gera injustiças. O plano de Deus é que a justiça prevaleça. Por esta razão Jesus ensina Algumas coisas importantes.

ü  Vejamos Mateus 5: 6 –Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Mateus 6: 33 – “mas buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Nestas passagens Jesus estabelece que desejar e buscar a justiça, mesmo a de Deus, resulta em fartura da mesma sobre nós. Não se trata apenas de uma questão de semeadura, mas uma questão de sobrevivência. Criar um ambiente de justiça requer que a verdade se estabeleça como padrão.

Mentir é escamotear ou esconder a verdade. Em muitos casos a omissão também é uma forma de mentir, uma vez que a verdade liberta e a omissão dela, mantem pessoas cativas de relacionamentos doentios, de situações perigosas e de uma vida falsa diante de Deus. Quando alguém, pra vender um carro omite ou esconde um defeito grave, poderá criar situação perigosa para o comprador e/ou usuário. Seria bom aqui uma leitura do Salmo 15.
Não dizer falso testemunho, portanto, é simplesmente, uma atitude de não se valer da mentira para nada. Não é em vão que Paulo e João ensinam algo importante sobre a mentira e os mentirosos. 1 Timóteo 1: 8-10 e Apocalipse 21: 8. De todo modo, não esqueçamos sempre, o que o Jesus disse sobre a mentira. João 8: 44. A mentira e o falso testemunho fazem parte do mesmo lugar, pertencem a mesma pessoa que vai ser lançada no seu devido lugar!
Porém, devemos tomar cuidado com a suposta verdade pessoal. Há muita gente que tem um conceito pessoal de outras pessoas que lhe cercam. Essa idéia nos leva a expressar supostas verdade “na cara”, sem levar em consideração que podemos estar incorrendo, ainda assim, em um falso testemunho, pois podemos estar baseados numa “falsa” ideia do outro. Muitas vezes o “falar a verdade na cara” pode ser mais falta de amor do que a verdade, de fato! Devemos voltar sempre a questão preponderante que define os mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como Jesus nos amou.


14. UM MANDAMENTO SOBRE O QUE GERA O MAL
Verso 17 – Décimo Mandamento
Este mandamento é muito interessante, porque embora seja o último, na verdade ele poderia ser o quinto. Por causa da cobiça é que vem assassinatos, adultério, furtos e o falso testemunho. Enquanto estes são atitudes erradas, este último é o causador daquelas atitudes erradas.

a) Um sentimento a ser tratado
Quando Jesus estabelece que o fato de desejar uma mulher que não é sua torna-se adultério, ele combinou com este último mandamento. Porque o adultério é a cobiça da mulher ou marido alheio. Jesus esclarece algo importante que nos leva a compreensão deste mandamento. A cobiça não é um ato visível. Ela acontece no íntimo da pessoa e até certo ponto não pode ser julgada, porque está no intimo. Portanto, este mandamento orienta e previne nossa capacidade de pensamento. Por isto é importante ler e entender aqui Tiago 1: 13-16 – Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Não vos enganeis, meus amados irmãos.

b) Pensamento Perigoso
Pensar é livre! Desejar também é livre. Porém a cobiça é um pensamento perigoso e que precisa ser administrado pelo Espírito Santo. A Bíblia não proíbe o pensamento livre e nossa capacidade de exercer juízo correto, manifestar sabedoria e pensar positivamente ou pensar antes de agir. A Bíblia condena que o pensamento seja resultado de um desejo indevido e/ou lascivo, que leva a querer o que é dos outros. Por isto que a inveja é um tipo de cobiça. A inveja, embora não deseje o que é do alheio, mas não se alegra com o que os outros possuem. De certa maneira é uma cobiça este tipo de inveja.

c) Indo além do Querer
Cobiçar também vai além de apenas querer. Podemos olhar o carro, a casa de alguém e também querer ter algo igual. Embora alguém possa chamar de inveja, mas se você trabalha altruisticamente para ter algo de bom parecido com a do seu próximo não é cobiça. Você trabalhará para ter o que é seu, baseado, de alguma maneira, no sucesso do outro. O sucesso alheio te desafia também. Mas a cobiça leva a pessoa a querer ter ao ponto de planejar tomar e possuir exatamente o que o(a) outro(a) tem. A cobiça é: planejar tomar o que é dos outros. De maneira muito específica, este mandamento também esclarece que não devemos cobiçar o que está na posse ou direito do outro: Cônjuge, empregados, gado, carro, nem coisa alguma que pertença a seu próximo. Devemos considerar o que é posse, bem ou direito dos outros como algo sagrado, que não nos cabe desejar tomar ou destruir. Não é em vão que está escrito: “bebe água da tua própria cisterna”.


CONCLUSÃO
Guarde tudo que aprendeu em seu coração e vez por outra reestude estas cinco lições sobre os 10 mandamentos ou 10 declarações.

Praticar estes mandamentos não é uma questão de viver segundo a Lei. Mas a graça de Deus, através da pessoa de Jesus nos conduzirá a isto. Para tal, concluímos esta lição lembrando que o fruto do Espírito nos conduz a viver segundo a graça que nos é dada. Por isto o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra estas coisas, diz Paulo, não há lei!