SUAS PALAVRAS TEM ENERGIA: A DECLARAÇÃO

Marcos 11: 22-26

INTRODUÇÃO
            O Estudo de hoje sobre o que suas palavras podem fazer, é apenas introdutório. Mais material sobre o assunto vamos liberar. Por agora quero lançar as bases para que suas palavras sejam declarações de poder. Acredite, há algo poderoso no som que sai de nossa boca. Esse som pode ser abençoador ou amaldiçoador. Jesus falou sobre isto. Em Lucas 6, Ele diz que devemos agir como Filhos do Altíssimo. Esse desafio é para que eu e você nos comportemos como Filhos Amados do Eterno.
            Antes de tudo, quero que você entenda que existem passos para que tenhamos uma palavra que remove montanhas. Jesus exercia este poder como filho de Deus. Nos deixou ensinos fortes, dentre os quais que poderíamos fazer obras maiores que a dele, porque ele estava voltando para o Pai. Ele deixou pra mim e pra você ensinos tremendos, tais como este. Antes de tudo, não confunda que você será alguém que terá capacidade de determinar coisas a Deus. Você recebeu autoridade para determinar sobre as coisas que Deus criou, mas não a ele. Ele te capacitou de algo que ele tem e te outorgou. Mas você não tem autoridade e nem poder para querer fazer aquilo que Deus não quer. Observe o ensino e tome os devidos cuidados para que suas palavras tenham a energia do céu. Aprenda o poder da declaração!


1. ANTES, REMOVA O QUE É NEGATIVO
            Ao longo dos anos, tenho trabalhado e orientado instalações elétricas. Não sou expert no assunto como engenheiro, a prática me ensinou várias coisas. Uma delas é que quando o positivo toca o negativo temos aí um curto circuito. Entretanto isto pode ser bom ou ruim, vai depender de como o curto foi fechado. Quando este curto é para o bem e funciona para ligar lâmpadas e equipamentos ele está seguindo como um circuito. Com certa frequência as pessoas não levam a sério a proteção dos fios, porque não entendem do assunto. Os profissionais no assunto sabem a importância da bitola dos fios e para que servem. Também sabem muito bem os melhores condutores de energia e o que pode “roubar” a energia, gerando custos desnecessários. Quando se usa fios indevidos, com bitola indevida, com capa de proteção indevida nos fios, perde-se energia e danifica-se equipamentos e bens. O objetivo da energia elétrica é fazer funcionar as coisas que dependem dela.    
           
As palavras que usamos têm energia vital. A palavra é poderosa para fazer que as coisas aconteçam ou não. Jesus disse que pelas tuas palavras você será julgado e/ou condenado. Você vai dar conta de toda palavra que sai de sua boca. Suas palavras têm energia poderosa! Mas toda essa energia poderosa depende da fonte de onde sai essa palavra. Ela pode matar ou viver e, mais precisamente, pode fazer uma coisa ou outra a fonte da palavra. Por isto Jesus concluiu esta orientação sobre o poder da palavra falando sobre perdão. Versos 25 e 26 deste texto básico não estão aí para um dica. Essa orientação é a base fundamental, junto com a fé, da ação correta do poder das palavras.    Não posso seguir adiante com a explicação do estudo sem que primeiro você entenda que deve remover o que é ruim e negativo nas palavras. Isso poderá causar um curto circuito no que você diz e impedir que o objetivo final de suas palavras produzam o que é agradável a Deus e ao universo.
            Antes de tudo acredite e saiba que suas palavras movem coisas no universo. Então cuidado com suas palavras! Tome cuidado de como elas saem e qual a fonte que alimenta elas. Jesus disse isto e que isto é um princípio de sabedoria sério: seu coração é que alimenta o poder de suas palavras. Vejamos o que Jesus disse:
“Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca” (Lucas 6:43-45) e ainda “E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, Porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora, ficando puras todas as comidas? E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7:18-23).
            
Muitas palavras que as pessoas emitem são motivadas por ciúmes e desejos impuros. As pessoas não imaginam o que suas palavras estão causando no universo. As pessoas estão carregadas de sentimentos/energias negativos. Os medos e as angústias, as vaidades e as soberbas das pessoas lhes causam expressar as coisas mais idiotas que se podem ouvir. Essas idiotices vão moldando um mundo idiota. Se você reparar direito, uma boa quantidade de coisas que acontecem com as pessoas são resultantes de manifestação de seus medos. As palavras mentirosas vão gerando um mundo falso e corrupto a nossa volta. Jesus claramente nos adverte para que cuidemos de nosso coração, porque nossas palavras serão reflexo disto. Lembre-se bem: “A BOCA FALA DO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO”!        
            Muitos traumas que as pessoas têm foram gerados por palavras mau enviadas ou mal entendidas. Quem enviou, a enviou com ódio ou quem a recebeu não podia receber porque estava carregado de ódio. É este sentimento que causa “curto circuito” no poder, na energia ativa das palavras. Grande parte das palavras são mal enviadas ou mal interpretadas por causa de corações carregados de sentimentos e/ou energias negativas. Então, se você teme a Deus, lhe convido a ler comigo 2 Timóteo 3: 1-5. Observe o fim das palavras de Ap. Paulo – “Destes, afasta-te!”
            Veja o que Salomão disse: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios” (Provérbios 4:23,24). Se você quer que suas palavras tenham energia divina para determinar que o bem aconteça, remova o que é negativo de seu coração.


2. CUIDADOS A TOMAR
            Por causa dos sentimentos ruins que as pessoas têm em seus corações muitas mortes são causadas, mas nos versos 25 e 26 Jesus nos adverte para a mágoa no coração. Essa é a maior dificuldade das pessoas: perdoar. Jesus gastou boa parte de seus discursos falando sobre perdão. O amor de Deus é tão tremendo que ele nos ama mesmo sendo nós pecadores. Jesus diz que devemos ser misericordiosos, como o Pai é. Ele ensina em Mateus 23: 23 que três coisas importantes estão na lei: justiça, misericórdia e fé. O que mais tem matado pessoas neste tempo não são armas brancas ou negras, mas sim ódio, mágoas e ressentimentos. As guerras existem por causa disto. As pelejas humanas existem por causa disto. As mortes em trânsitos e casamentos são causadas por isto. Algumas enfermidades letais começam por causa de mágoas, ressentimentos e dificuldades em perdoar. O coração humano afeta o poder de matar ou viver de suas palavras. Por esta razão Jesus ensina que quando estivermos orando, devemos perdoar.
           
Tome cuidado com as mágoas. Elas vão matar você ou podem até lançar no inferno. O Eterno já disse ao Profeta e Juiz Samuel que o homem julga segundo a vista, mas que Ele julga os corações. Para Deus, o que vale é a intenção que vem desde o coração. A falta de perdão é um dos maiores entraves ao poder curador, restaurador e vivificador das palavras. Um coração cheio de mágoas emite palavras resultantes deste sentimento no coração. Aliás, você já deve ter ouvido o que fala uma pessoa que tem mágoas no coração. Você já ouviu o que destila dos lábios dessa pessoa! Então, vigie-se a si mesmo.
            Jesus ensina que os limpos de coração verão a Deus. Além dos sentimentos ruins expostos no ponto anterior, o mais grave de todos é a ira armazenada. Paulo disse: “irai-vos e não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira!” (Efésios 4: 26). Não é muito fácil para algumas pessoas perdoarem, então, as palavras que estas pessoas proferirem estarão afetadas por esses rancores. Elas vão tratar os outros com dureza inflexível e maldade, porque estão infelizes. Uma pessoa que vive guardando mágoas a todo momento, não consegue esconder sua tristeza profunda... se continuar deste modo vai morrer!
            Quer que suas palavras tenham poder pra transportar montes? Limpe seu coração perdoando. Tome esse cuidado!


3. EXERÇA UMA FÉ DIVINA
            Por que Jesus insiste em que perdoemos? Qual a razão para essa afirmação ao final de sua orientação sobre o poder das palavras? A resposta a essa indagação está na afirmação de Jesus: “Tende fé em Deus!”. Literalmente Jesus diz TENHA A FÉ DE DEUS!
            Em outros estudos já expliquei o que Jesus quer dizer sobre isto. Seu desafio a nós é que nossa atitude seja como a de Deus. Ele não tem dúvidas sobre o que fala que vai acontecer porque Ele sabe que vai acontecer, isto é fé! Se você se pergunta se Deus tem fé, pense, é claro que sim. Efésios diz que pela graça somos salvos, por meio da fé e que isto não vem de nós, é DOM de Deus! Deus nos doa sua fé! Jesus nos desafia a termos uma fé divina: nada nos será impossível!
           
Você não pode exercer fé divina com mágoas no coração. Você não moverá montanhas exercendo uma fé divina com um coração cheio de ódios, mágoas e rancores. Essa fé é humana e produz o que o coração está cheio. Para exercer fé divina você tem de ser aliado de Deus, porque ele não moverá montanhas para exibição. Deus não revela os segredos do coração do homem por puro prazer de exibir-se como num show ou circo. Tenho visto muito disto por aí. Temos muitas pessoas que estão se exibindo nos “palcos” das igrejas, visando, segundo eles, a conversão de almas. Na verdade, em muitos casos, não têm a mínima intenção de converter almas, estão interessados em demonstrar como são “usadas” por Deus para receberem mais convites que lhes levarão a mais ótimas ofertas. Elas tem em seu coração a mesma música de um cantor depravado, que já se foi: “Faz parte do meu Show”.
            Se você acredita que Deus é Deus dos impossíveis, então acredite que suas palavras vão mover montanhas, vão parar tempestades, vão curar enfermos, perto ou longe. Basta uma palavra sua e as coisas acontecerão. Não se assuste com esta minha afirmação, é isto que Jesus quer dizer que você deve exercer fé divina. Nada lhe será impossível!
            A fé divina não tem “energia” negativa, porque vem de sentimentos positivos. O que Jesus nos ensina neste texto de Marcos é o poder da declaração. Não se trata de declaração positiva ou positivismo. É declaração de fé!
           
Quando Deus disse: Haja luz! Houve luz. Sua declaração de fé exerceu um poder que fez que, antes de qualquer luminar existisse, a luz passou a existir. Todo cientista sabe que a luz passou a existir por causa das moléculas de hélio, independente de haver estrela ou algo parecido. Por causa disto a palavra sol, em grego, se chama hélio. Deram o nome a partícula que causam luz de hélio, em homenagem ao poder iluminador do sol. Porém, a luz é anterior ao sol. Quando Deus declara algo, aquilo está fadado a acontecer. Jesus está nos dizendo: “Quando você declarar a este monte, ergue e lança-te no mar e não duvidar no que está declarando, mas acreditar fortemente que o que declara é fato, assim irá acontecer”. Entretanto, nem sempre o que declaramos acontece imediatamente. Mas o que declaramos produz um efeito no reino espiritual e este efeito irá, a seu tempo, produzir e fazer acontecer o que você declara.


CONCLUSÃO
            Esta foi só uma introdução ao assunto que quero tratar. O próximo conteúdo vamos tratar sobre as palavras que fazem acontecer o que é bom e o que é mau em nossa vida. Por ora, quero que você apenas reflita sobre as bases do poder de suas palavras. Suas palavras são poderosas e elas podem matar ou viver. Caso não acredite nisto, você continuará matando com suas palavras e quando for tarde, já estará diante do tribunal de Cristo prestando contas por sua ignorância.
            Deus te abençoe!

DÍZIMO – DA LEI A GRAÇA


Gênesis 14: 12-20 – Mateus 23: 23


INTRODUÇÃO
            O que apresento aqui é um resumo de tudo que gostaria de argumentar sobre dízimos. Não posso e não quero fazer um livro sobre o assunto. Os argumentos não são completos e nem finais, são apenas parte de um todo sobre a fidelidade nos dízimos e ofertas. Também não é a última “água do deserto” sobre o assunto. Com certeza, há outros textos, que se poderiam buscar, talvez até mais completos. Para quem quer ser fiel e obedecer a Palavra do Eterno, pouca coisa lhe basta. Para quem está louco por cair fora dos princípios da Palavra, é preciso muita argumentação e, mesmo assim, é possível que não seja suficiente.

            Aqui, quero tratar sobre alguns argumentos tais como o fato de se acusar os ministros do evangelho de desfrutar do dízimo sem amparo bíblico. Chamo os que não são fãs do dízimo, aqui, de “anti-dízimos” ou “anti-dizimistas”.
            Algumas acusações são feitas a ministros pelo fato de enriquecerem com os dízimos das igrejas. É verdade que temos gente se locupletando dos dízimos das igrejas, mas é no mínimo uma leviandade colocar milhares de homens de Deus na mesma vala comum dos errados. Existem centenas de médicos e advogados canalhas. Porém isto não quer dizer que os de verdade não têm direito de cobrar seus devidos honorários. Não é porque existem os maus, que agora vamos deixar de honrar os bons e olha que os bons são aos milhares.
            Apresento aqui as palavras de Jesus que orientam e fecham questão sobre os dízimos. Aliás, Jesus é o mestre por excelência em qualquer assunto que ele tenha tratado. Por causa dele e de seus ensinos é que somos chamados cristãos. Os apóstolos podem nos dar luzes, mas a fonte é Jesus. Então, vamos observar o que compartilho adiante.


1. POR QUE ODIAR O PRINCÍPIO?
   Antes de entrar na explicação dos textos bíblicos, quero discutir algumas das argumentações que os “anti-dízimos” usam. Leio as vezes algumas coisas que escrevem. Observo como eles desconhecem as Escrituras, a realidade ministerial e como odeiam missões. Também percebo uma ponta de inveja que eles têm do sucesso ministerial de alguns. Também, quero contraditar a principal argumentação dos anti-dizimistas de que dízimo é uma exigência da lei, da Torah.



Antes de mais nada, é preciso entender que a Lei só veio  cerca de 400 anos depois de Abrão e Jacó. Antes da Lei ser estabelecida, Abrão estava entregando o dízimo a Melquisedeque (tipologia de Jesus no VT). Aos resistentes ao tema, sobre isto recomendo uma leitura em Hebreus 7 e depois em Gálatas 3: 15-19. Antes da Lei vir, Jacó estava fazendo votos de ser dizimista, por que? Se não havia lei que o “obrigasse” a fazer, de onde surgiu esse desejo? Certamente não foi da Lei, mas de um desejo do coração, resultante de uma experiência em sua casa e uma herança de seu avô, Abraão. Enfim, o que levou Abrão a dizimar não foi a Lei. Pode-se entender tranquilamente, numa leitura em Hebreus 11, que foi a fé. Jacó, citado também em Hebreus 11, pode ser incluído nisto... só precisa um pouco de fé, para se compreender isto.
Outro argumento que os “anti-dízimos” usam é como alguns ministros enriquecem com os dízimos que arrecadam. É bem verdade que há alguns ministros que ostentam. Mas o pecado de uns não justifica outro. Quem argumenta isto não sabe nada de ministério... não tem história e nunca acompanhou ministros de verdade. Então vou lhe contar um fato estarrecedor. Mais de 90% de ministros do evangelho, pelo Brasil afora passam sérias necessidades e tudo porque lhes falta sustento. Estou falando de Brasil. Sem falar dos que fazem missões na Ásia, África e Américas. Eu mesmo já passei sérias necessidades no passado e, por causa disto, aprendi a administrar meus poucos recursos. A maior parte dos ministros são homens e mulheres que administram poucos recursos e seguem a obra, a despeito de gente que não sabe o que faz um ministro. No ministério, um pastor não visita só os dizimistas.
Aliás, a maioria dos verdadeiros ministros visitam mais os não dizimistas. Alguns dizimistas é que reclamam que o pastor dá mais atenção aos “infiéis”, enquanto esses, por despeito, argumentam que o pastor dá mais atenção aos dizimistas. Fazer o quê? Não se vai agradar todos, impossível!
Estou no ministério há mais de 30 anos. Sou do tempo que a gente era idealista. Deixava-se o emprego secular para se dedicar integralmente ao ministério. Alguns, como eu, poderiam estar bem empregados, mas abriram mão disto, em favor do ministério. Ganham bem menos do que se estivessem na obra secular. Os “anti-dízimos” não sabem disto, porque, simplesmente não amam o ministério, eles pensam que os pastores estão ricos por causa dos dízimos. Talvez tenham alguns que realmente estejam, Deus vai tratar com eles. Mas o fiel, sabe disto, mas segue fiel!
Os pastores de verdade, esses que os dizimistas conhecem e respeitam, mas os anti-dízimos não respeitam, trabalham 24 horas por dia, por isto é tempo integral. Eles acordam cedo pra orar e buscar a Deus (os anti-dízimos não têm tempo pra isto), gastam horas estudando a Palavra. Em suas orações, têm uma relação interminável de pedidos, que a maioria dos membros nem imagina o que tem ali. A grande maioria de ministros vai dormir preocupado com a igreja, a obra, os membros, os não dizimistas e, por fim, depois, com sua família. Um bom pastor deve ler, no mínimo, 3 livros por mês. Ah! Os dizimistas sustentam esse ministro pra: levar outros irmãos ao hospital aqui e acolá (mesmo que eles nem saibam disto). Os não dizimistas podem até dizer que fazem isto, mas não com a frequência de seu pastor.
Ah! Os levitas eram sustentados, mesmo que alguns não fizessem nada no templo, pois eram sustentados só porque eram levitas. Isso alguns não sabiam!!! Claro que não sabiam, nunca tiveram tempo pra estudar sobre isto. Aliás, argumentam que os dízimos eram de tudo que o povo antigo plantava ou cuidava. Quanta falta de conhecimento!!! Será que eles sabem que no interior do Brasil e de muitos países, pessoas dizimam de seus gados e de suas colheitas, porque não têm dinheiro pra levar a casa do Senhor? Também não leram nas Escrituras que quando aqueles israelitas, que iam a Casa de Deus levar seus dízimos, podiam transformar em dinheiro. Claro, não leram Deuteronômio 14: 24-26!
Tem muito pastor preguiçoso e presunçoso, mas a esmagadora maioria está acordando de madrugada pra orar, jejuar, estudar. Estão visitando pessoas, que a maioria não imagina. Estão entrando em lugares pra orar e pregar que os não-dizimistas sequer imaginam, porque não teriam estomago pra fazer. Só sabem falar de uns poucos ministros enriquecidos, mas não conhecem nem um pouco da realidade da maioria esmagadora dos ministros. Alguns ministros de verdade estão bem hoje, porque aprenderam a valorizar sua família e administrar seus parcos recursos.
Eles não ficaram agarrados a essa argumentação furada, mesquinha e doentia dos anti-dízimos. Por causa dessa gente mesquinha, hoje muito pastor está caindo fora do ministério. Alguns caem foram porque não têm chamado mesmo, mas alguns estão em crise, porque o povo que ele ama e por qual chora na presença do Senhor, não está nem aí pra esse homem ou mulher de Deus!


2. GRAÇA ANTES E DEPOIS DA LEI
            Quando Abrão (recebeu o nome Abraão depois) foi dizimista, o fez por fé. Bom, não sou eu quem argumento, é a própria Escritura. Ele o fez pela fé nas promessas, mesmo sem conhecer o passado de Melquisedeque. Assim encontramos em Hebreus 7. Além disto, o apóstolo Paulo argumenta, na carta Aos Gálatas sobre a graça. Gl 3: 15 e adiante nos fala sobre um fato importante. A Lei que veio 430 anos depois, não invalida o testamento anterior. Que testamento? Sempre soubemos de dois apenas, o Velho e o Novo. Paulo está argumentando de algo que foi antes da Torah, a Lei do VT. A graça que veio com Jesus, já estava fluindo no tempo de Abrão, porque ele não estava debaixo de lei. Abrão, Isaque e Jacó, foram homens de fé. Abrão é considerado o Pai da Fé, sem nunca ter feito um milagre sequer, por que? Porque soube esperar e obedecer a Deus. Quando agiu assim, segundo Hebreus 11, ele entrou para o grupo seleto dos “Heróis da Fé”. Abrão entregou dízimos pela fé, não pela Lei.

            Alguns anos depois temos Jacó. Um moço que herdou as promessas e, ainda jovem, fez um voto com Deus. Ele não viu ninguém em carne e osso. Apenas teve um sonho e, pela fé, constatou que o lugar onde estava era a casa de Deus – Betel (Gn 28: 10-22). Ali mesmo, conforme os versículos 20 a 22 fez um voto a Deus: dar o dízimo. Pergunto, isto é da Lei? Não! É um ato de fé! Por isto Jacó também está no grupo de Heróis da Fé de Hebreus 11. Veja bem, a Lei, a Torah, ainda não havia sido escrita, mas a fé estava no coração de Jacó. Por isto, leia a história dele, foi extremamente abençoado. O dízimo não é um ato de obediência, antes de tudo é uma questão de fé. As pessoas dizimistas têm como base a fé de que Deus é fiel, por isto Abrão, lá em Gn 14 e Jacó, aqui em Gn 28 estão cumprindo a “Lei da Fé”. Você consegue compreender isto?
            Tudo que ocorreu antes de vir a Lei, faz parte do “testamento” da fé, que é o caminho da graça. Quando Sete se tornou um exemplo de genealogia, quando Enos edificou um altar, quando Enoque andou com Deus, quando Noé foi homem reto diante de Deus (sem falar outros) fizeram tudo antes da Lei. Eles o fizeram pela fé, que por analogia é o modelo da graça. A graça é manifesta aos homens pela fé, porque sem fé é impossível agradar a Deus... “porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2:8).
            No Novo Testamento a graça não anula a Lei. Veja, disse Jesus: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir” e leia Mt 5: 19. Porém, muitos pensam que a graça é mais leve e que por isto ser dizimista é algo que é da Lei. Porém, você já leu os textos de Atos 4: 34-37? Uma das coisas interessantes da igreja primitiva é que “ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns”. Nunca vi um anti-dízimo disposto a cumprir isto! Simplesmente porque eles são avarentos, mesmo não tendo dinheiro algum. Por que não falam sobre essa graça? Que tal compartilharem tudo com o Reino? Os anti-dizimistas não compartilham 10%, como vão aceitar que tudo que têm pertence a Deus? Ah! Eles, com certeza são daqueles que vão jogar sua oferta pro alto e esperar que Deus agarre com suas próprias mãos!
            Para tal, na graça, precisa ser entendido que dízimo é apenas o mínimo que um crente pode fazer. Paulo nunca tratou do assunto dízimo, com especificidade, porque para ele, isto era uma coisa natural, fazia parte de sua cultura de Reino. Então, ele trata da oferta, porque essa sim, requer uma dose de explicação e desafio. Por isto ele escreve o que escreveu em 2 Coríntios 9: 6-10. Porém, como sustentar a obra do Senhor, se Paulo e Jesus dizem que digno é o obreiro do seu salario?

            Agora, vejamos 1 Coríntios 9. Veja a argumentação do Apóstolo Paulo. Apesar de viver na graça, ele ainda trata do assunto do sustento ministerial baseado nos princípios da Palavra do Velho Testamento. Veja o que Paulo diz nos versos 8 a 14. Ele faz a mesma argumentação que fiz acima. Será que Paulo era um ministro preguiçoso só porque queria deixar o trabalho secular para se dedicar ao evangelho? Ele pergunta, no versículo 6 se só ele e Barnabé não podiam deixar de trabalhar? – Certamente os anti-dízimos deveriam ler esta argumentação de Paulo, pois tal qual o crentes de Corinto eles agem, são mesquinhos com a obra do Senhor. Agora, veja que a graça não anula o direito dos ministros do evangelho, ao contrário, estabelece. Paulo argumenta dizendo aquilo que falou Jesus... “assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho”. Finalmente, neste capítulo, depois de defender o direito de ser sustentado no ministério, Paulo informa que não vai usar desse “direito” porque não quer ser pesado aos crentes de Corinto, simplesmente porque os crentes de Corinto não o reconheciam. Para tal, como iniciei o parágrafo, leia todo o capítulo 9.
Entretanto, a outros crentes, de outras cidades, Paulo agradece o cuidado, especialmente os de Tessalônica, pela maneira como se portam com ele, enviando recursos para apoiá-lo.


3. JESUS E OS DÍZIMOS
            É importante acompanhar as palavras de Jesus sobre esse assunto. Para tal é preciso ler Mateus 23: 20-23. No verso 23 Jesus diz: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas”. Jesus chama os escribas e fariseus de hipócritas, por que? O que Jesus quer ensinar?
1) Jesus não diz que eles exigem que se dê. Ele está dizendo que eles dão! Era habitual dos escribas darem o dízimo das menores coisas, mas não observavam o mais importante. Quando Jesus fala do endro, cominho e hortelã está falando de que eles dizimavam das menores coisas;
2) Jesus diz algo importante. Ele argumenta que embora os escribas sejam dizimistas do mínimo, omitem o mais importante da LEI... da LEI. O que eles omitem da Lei? Está escrito ali: a justiça, a misericórdia e a fé;

3) A justiça, a misericórdia e a fé fazem parte da Lei? Elas não fazem parte da graça? – Claro que fazem parte da graça, porque Jesus não veio acabar com a Lei, veio cumpri-la. Honrar pai e mãe está na Lei, mas também na graça. Não ter outro Deus está na Lei e também na graça. Não cobiçar, não furtar, não dizer falso testemunho, etc, está na lei, mas também na graça;
4) Não é porque veio a graça e que porque a justiça, a misericórdia e a fé estão na Lei que não tenho de cumprir. A graça estabelece que estas coisas não DEVO cumprir porque é lei, mas devo cumprir DE CORAÇÃO, pela fé. Paulo conclama de modo geral a “servir não somente a vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus”.
5) Jesus claramente diz aos escribas que deviam fazer estas coisas (exercer justiça, misericórdia e fé), sem omitir aquelas (dízimos). Isto é um ensinamento de Jesus! Ele está dizendo para continuar entregando os dízimos, mesmo que seja das menores coisas também e, além disto, exercer justiça, misericórdia e fé. Não adianta entregar dízimo sem fé, sem justiça e sem misericórdia. Para ser dizimista de verdade, é preciso ter fé.
6) De novo voltamos ao assunto fé. A fé está na graça e na Lei. O dízimo está na graça e na Lei. Mas a lei não criou o dízimo, ela o regulamentou. Deus orientou seu povo, tanto no VT, como Jesus no NT, como exercer a fidelidade dos dízimos. Quando Abrão e Jacó resolveram ser dizimistas, o fizeram pela fé. É disto que a Palavra do Senhor nos está mostrando!
            Ser dizimista não é algo da Lei quando é feito por amor, pela fé. É disto que fala o profeta Malaquias. Você precisa entender que a Lei é Lei, mas a palavra do profeta é princípio, é ensino e envolve benção. A lei estabelece a regra e regulamenta o princípio. O dízimo é um princípio, que a Lei veio regulamentar, mas a graça o estabelece, porque a graça exige fé e amor. É por amor que somos abençoados.
            Observe a argumentação de Paulo sobre seu dever de pregar o evangelho, no texto de 1 Coríntios 9: 16-17. Ele quer pregar o evangelho de coração para ser abençoado e resolveu pregar aos coríntios grátis, sem exigir recurso financeiro. Para os coríntios ele diz isto, porque eles eram mesquinhos. Mas ele argumenta que se fizer a pregação de vontade própria terá recompensa. Assim é o princípio do dízimo! É preciso fazer de vontade própria! Malaquias coloca que ao sermos fiéis, devemos fazer prova (Ele lembra: diz o Senhor!) do Senhor. Não fui eu quem disse para provar e ver que o Senhor é bom. Não fui eu quem disse “fazei prova de mim”. Na Lei não está escrito nenhum princípio da relação entre entregar o dízimo e “fazer prova de mim”. Isto está na palavra profética. Não é lei, é profecia, mas os anti-dízimos não sabem diferenciar uma coisa da outra, porque pra eles, o que está no VT, tudo é Lei. Para os anti-dizimistas temos de rasgar o VT. Porém ao fazer isto, temos de rasgar o NT, porque este só tem valor com aquele.
            Dízimo não é lei é Graça! Só é lei para aquele que quer que seja! Mas para os que fazem com amor e fé, é pela graça. Então, envolve benção, se assim for cumprido.





CONCLUSÃO
            O melhor modo de concluir este assunto é com as palavras de Jesus e Paulo. "Dai e ser-vos-á dado, boa medida, recalcada e sacudida vos deitarão no vosso regaço". "Cada um contribua, segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade porque DEUS AMA AO QUE DÁ COM ALEGRIA... O que semeia pouco, pouco também ceifará, mas o que semeia em abundância, em abundância também ceifará".
            Você decide se quer ser fiel, amado ou se, simplesmente, vai seguir com mesquinharia!

TUDO... FOI POR AMOR

João 3: 16-18
"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus".




INTRODUÇÃO
         Quero lhe compartilhar neste estudo uma compreensão detalhada do sacrifício de Jesus. Esta é uma semana importante em Israel e para os judeus. Eles comemoram Yom Kippur – Dia da Expiação – e por toda parte do mundo, de modo ritual os judeus estarão em jejum e busca de perdão. Porém, tal evento passa de modo mui religioso, sem se voltarem para o verdadeiro significado. Antes de explicar o quanto Jesus nos ama e por que nos ama, explico o Yom Kippur.
         Este evento, na Bíblia, é comemorado no 10º dia do sétimo mês. Este sétimo mês é Tishri. Este ano de 2015, cai em 23 de setembro. Inicia-se ao por do sol do dia 22 e termina ao por do sol de 23. É dia de consagração para os judeus. Mas, para muitos deles o significado passa despercebido, porque se tornou um ritual e nada mais.
         Minha intenção neste estudo é também chamar atenção ao fato de que o amor de Deus, em muitos casos, passa despercebido para muitos cristãos, porque já se acostumaram a falar e pensar sobre isto e não se apercebem da profundidade do amor de Deus, quando entregou Jesus na cruz, por causa de nossos pecados. Aquele sacrifício foi de uma vez por todas e nos perdoa, justifica, santifica e expia todo nosso pecado.
         Embora João 3: 16 seja o texto básico acima, vários outros textos vamos utilizar para demonstrar o quanto a morte de Jesus manifesta o amor de Deus por nós. Não desconsidere este assunto, por já “conhecer” o amor de Deus. Siga a leitura e o estudo.


1. DEUS É QUEM AMOU
         è João 3: 16 – “Porque Deus amou...”
         Desde o capítulo 1, versos 1 e 14 de João, entendemos bem quem é Deus. Não se trata de uma pessoa distante e impessoal. Ele se manifesta pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. Então, quando João escreve que Deus amou o mundo, está personalizando esse amor. Esse Deus, que criou todas as coisas, que se fez carne, que também é o Filho, amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho, ou que deu-se a si mesmo. Essa deve ser sempre a compreensão bíblica. O apóstolo Paulo nos ensina que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e que por isto, o amor de Cristo nos constrange, porque um (Ele) morreu por todos.
 
         Jesus está envolvido completamente nesse amor. Ele, como homem, resolveu doar-se a si mesmo. É disto que Paulo fala em Filipenses 2: 5-8. Ele, Jesus, sendo Deus, abriu mão de todas as prerrogativas e poderes divinos para obedecer a vontade do Pai. Tornou-se servo de todos, mesmo quando era maior que todos. Além de ser homem, resolveu humilhar-se por causa de um ideal: morrer para nos salvar. Avaliar isto já seria o suficiente para alguém começar a chorar, por entender tanto amor que alguém possa ter por pessoas tão falhas e fracas como nós!

         Meu propósito, aqui, é que você avalie seus erros, pecados e fraquezas. Pare e pense: difícil lidar com tantas incapacidades de nossa parte para fazer o que é completamente certo e completamente santo. É por isto que está escrito “que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Um instante! Como podemos falhar tanto, diante de tão grande amor? Já verificou, como você falhou, pecou e desagradou a Deus esta semana? Entretanto, está escrito na Palavra de Deus, que Ele “prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Por que Ele nos ama tanto? Por que Ele decidiu nos amar apesar de tanta indiferença a sua pessoa, por parte do mundo inteiro?



         Antes de tudo, você precisa compreender, que não é apenas uma pessoa no céu que te amou. Esse próprio sujeito que estava no céu, veio habitar entre nós, tornando-se um de nós: Jesus. Apesar de ver a sua volta tanta gente indiferente a seu Pai Celestial, igualmente amou cada pessoa neste mundo. Me consterno lendo o texto de Mateus 9: 35-36.




2. COMO JESUS ACEITOU A CRUZ
         è Hebreus 5: 5-10
         Todos estão certos, ao longo da vida cristã, que o maior sacrifício de Jesus foi a cruz. Eu observo bem as Escrituras e vejo que, embora Jesus tenha sofrido muito na cruz, ele estava resignado. Seu sofrimento terrível estava dentro de seus planos e aceitou toda a dor. Para mim, o maior sofrimento de Jesus foi aceitar a cruz. Convencer-se, como homem, que devia aceitar o sofrimento da cruz é o mais angustiante dos sofrimentos de uma pessoa. Quero lhe mostrar aqui o que vejo no Getsêmani, quando Jesus se prepara para o maior momento de sua história, da humanidade e do Reino dos Céus.
 
         O texto acima descreve sua angústia, quando precedia a cruz. Aquele momento, do texto acima, deve ser combinado com os textos de Mateus 26: 36-44, Marcos 14: 32-39 e Lucas 22: 39-45. Nestes textos vemos que Jesus orou três vezes as mesmas palavras. Os três evangelistas registram o que os três discípulos, que estavam com Jesus ouviram, mesmo estando a 30 metros de distancia dele, em campo aberto no Getsêmani. Lucas descreve que sua angústia era tão grande que ele suou muito, chegando a derramar sobre a terra este suor, como gotas de sangue. O pavor não era apenas por causa das dores e lacerações que iria sofrer, mas também espiritual e psicológico. Jesus estava em um tremendo pânico naquela hora por causa da pressão espiritual e demoníaca. Todo o inferno estava se levantando contra sua pessoa, porque sabiam os demônios, que era chegada a hora da morte do filho de Deus. A sede por morte e sangue do inferno e todos os demônios afligiram Jesus, chegando a ter um sentimento que durou até a morte. O texto de Hebreus completa esta passagem descrevendo que ele orou a Deus, com grande clamor e lágrimas. Isto quer dizer que ele gritava angustiadamente. Chorava copiosamente no Getsemani. Como sabemos disto? Aqueles três discípulos que estavam com Jesus ouviram e viram isto ocorrer. O sofrimento de Jesus era tão grande que eles acabaram dormindo de tristeza.

         Para qualquer ser humano é difícil descrever a dor da alma que Jesus passou. Acredito que cada um de nós, possivelmente, já tenha vivido em alguma etapa da vida um momento de muita tristeza. Se você não experimentou isto, melhor pra você. Mas não pode imaginar a dor de Jesus. Seria bom você lembrar alguns momentos que já passou, se houver. Caso não entenda, peça alguém pra lhe compartilhar uma grande perda. Isto, caso queira compreender um pouco o sofrimento de Jesus. Não conheço alguém que tenha sofrido uma grande decepção como Jesus. Se você já foi duramente traído e visitado por uma grande angústia de solidão, somada a um sentimento de impotência, pode imaginar um pouco o que passou Jesus. Muitas vezes, este tipo de sofrimento é pior que feridas no corpo.






3. COMO JESUS SOFREU A CRUZ
         è Lucas 23: 33-34
         Muitos de nós já vimos de alguma maneira, teatros ou filmes que descrevem o sofrimento de Jesus na cruz. Os açoites, os socos e pontapés que recebeu somam-se à coroa de espinhos e às palavras de humilhação que lhe dirigiam. Dentre os açoites que Jesus recebeu, vários deles dilaceraram sua carne, deixando-o quase morto, com várias feridas pelo corpo. Após ter recebido uma coroa de espinhos que lhe perfuravam o couro cabeludo e a testa, vários soldados bateram nele com um pedaço de canon. Eles tinham em mãos um pedaço de madeira, que servia para tirar medidas, por isto a Bíblia diz que eles lhe batiam com algo que se chama de “cana”.


         Ser pregado na cruz exigia uma certa dose de maldade por parte do carrasco, visto que os braços do crucificado deveriam ser muito bem esticados, a fim de que o sofrimento da perfuração causasse bastante dano às mãos do tal. O braço era esticado de maneira quase desproporcional ao tamanho e envergadura dos membros. Enquanto os braços eram bem esticados, do lado da outra mão já perfurada, lancinante dor  causava ao condenado. Os braços bem esticados, aliado ao peso natural do corpo, produziam um rasgo nas cartilagens e musculaturas das mãos, deixando que o prego posto afligisse terrivelmente os nervos da mão – que dor terrível!


Apesar de tudo isto, Jesus estava decidido a sofrer e resignou-se diante das dores. Porém, o que quero destacar são suas palavras na cruz. O clamor feito ao Pai, a entrega de seu espírito, sua palavra a João, não se comparam ao descrito em Lucas e os demais evangelistas. Jesus não disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!”. Jesus dizia! É diferente! Ele não se expressou apenas uma vez, mas o descrito pelos evangelistas no faz imaginar. Durante o período que na cruz estava, em todo o tempo, o tempo todo ele repetia e repetia... “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!”. Repetia para convencer-se de que devia perdoar e suplantar as dores que lhe acometiam. A cada dor física em seu corpo ele repetia as mesmas palavras. Por isto, afirmam os evangelistas que eles estava dizendo aquelas palavras... ele estava dizendo... dizia, repetidamente.

         Num misto de resignação pessoal e demonstração de amor, Jesus repetia e repetia liberando seu perdão aos seus algozes. Não só daquele momento, alí no Gólgota, mas a todo ser humano envolvido no pecado, do passado e do futuro.
         Nossa compreensão disto nos faz entender as palavras de Paulo expostas em suas cartas, leiamos:
ð Romanos 3: 23-25;
ð Romanos 5: 6-8;
ð 2 Coríntios 5: 14-15


4. COMO DESFRUTAMOS DESSE AMOR
         è João 13: 34-35
         Jesus nos desafia de modo muito diferente do que a Lei ensinava sobre o amor. Ela dizia que devemos amar o próximo como a nós mesmos. Jesus muda isto. Ele nos desafia amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Húúú! Isto é forte! Amar como ele nos amou!
         Jesus veio a este mundo já envolvido pela atmosfera de amor que desfrutava com o Pai. Ele, Jesus, existe com um propósito: é a pura demonstração do amor do Pai. Deus nos ama porque fomos feitos semelhantes a Cristo. Deus nos ama porque somos a expressão visível de sua pessoa. Deus nos ama porque somos a expressão de seu filho, neste mundo.


         Escritores apócrifos, especialmente o livro de Enoque, demonstra o grande amor de Deus para conosco. Quando Deus criou o homem, passou muito tempo apreciando-o. Imagino Deus olhando para Adão e vendo como se parecia com seu filho celestial, amava-o gratuitamente. Não é a toa que o livro de Gênesis descreve que no sexto dia, após ter criado todas as coisas e aí ter criado o ser humano, viu Deus que tudo era muito bom.

         Entendendo que devemos amar como Jesus nos amou, que tipo de pessoa devemos ser?

         A missão de Jesus, por causa desse amor, está exposta em João 3: 16-18. Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido. Jesus não veio resgatar apenas homens e mulheres, veio restaurar todo o planeta. Isto é Reino de Deus! A missão amorosa de Jesus é integral. Assim devemos ser também.
         Nossa pregação não é apenas baseada nas bênçãos que Deus dá ao homem salvo, mas na restauração de todas as coisas que a morte de Jesus propicia. Nossa mensagem é de boas novas, isto é o evangelho. Mas é o Evangelho do Reino. São as boas novas que vem do Reino de Deus. Se deixarmos ele nos guiar, conduzir, amar e fazer sua vontade, vai dar tudo certo.

         O que Jesus ensina é que temos de perder pra ganhar, morrer pra viver, ser humilde pra ser exaltado, negar a si mesmo para ser aceito, empobrecer pra enriquecer, servir para ser grande. A palavra de Jesus é, amar, sem ser amado, emprestar sem querer de volta, porque, diz ele, “dai e vos será dado”. Tudo isto é a contra mão de tudo que há neste mundo.     
          Se queremos desfrutar do amor de Jesus, precisamos negarmo-nos a nós mesmo como ele ensinou. Nossa morte para o mundo, tal qual a dele, é a maior vitória que podemos alcançar. Por isto está escrito que devemos ter o mesmo sentimento dele, que embora sendo grande, se tornou o menor de todos. Por isto foi exaltado. Essa é a mensagem de amor. A mensagem do Reino é que morramos para nós mesmos e deixemos que Deus seja tudo em nós... TUDO em nós.



 CONCLUSÃO
            No próximo estudo seguimos com essa disparidade que é o amor de Jesus em relação ao amor do mundo. Aqui você já deve começar a entender a paz que Jesus dá. É por isto que ele diz que sua paz não é como a que o mundo dá. No mundo faz-se guerra para chegar a paz, com Jesus é o contrário. Porém, este mundo não está disposto a entender e nem aceitar esse amor. Por esta razão, Deus tem de por um fim a tudo que está cheio de ódio, indiferença e pelejas. Se não há arrependimento, por parte do homem, do que faz e desagrada a Deus, então, o fim vem, o fim vem!!!